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Polícia Militar faz cerco a veículos irregulares

Sargento PM Cunha palestra no CEJDS (foto: Landisvalth Lima) O comandante do destacamento da Polícia Militar de Heliópolis, Sargento C...

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sábado, 28 de setembro de 2013

Comunicado do STR de Heliópolis

A Comissão Administrativa Provisória do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Heliópolis comunica ao público em geral, especialmente aos seus associados, que os últimos acontecimentos vividos por esta entidade são efeitos de uma série de problemas relatados a seguir:
1 – A Comissão atual foi eleita em comum acordo com os três segmentos que disputam a administração da entidade para os próximos quatro anos;
2 – O adiamento da eleição se deu porque um dos segmentos em disputa entrou na Justiça comum contra a decisão da Comissão Eleitoral;
3 – Não poderá haver eleição sem que antes se resolva a questão na Justiça.
4 – O tumulto ocorrido na terça-feira, 24.09.13, decorreu da falta de acordo entre os três grupos, tanto para revalidação da atual Comissão quanto para a indicação de uma nova;
5 – Haverá uma audiência na Justiça do Trabalho – fórum adequado para resolução do conflito – no dia 2 de outubro;
6 – Somente após a finalização da questão jurídica é que poderá haver convocação para as eleições do Sindicato.
Portanto, independe da vontade da atual Comissão a finalização do conflito com a convocação do pleito. Isso só seria possível com acordo, o que não está acontecendo, já que um dos pleiteantes insiste em validar uma candidatura que fere as normas estatutárias do STRH.
A Comissão Administrativa Provisória do STR de Heliópolis lamenta os transtornos causados aos seus associados, reitera a necessidade urgente da revalidação da atual Comissão, ou da indicação de uma nova, para que não haja interrupção das atividades do sindicato e consequentes prejuízos aos seus associados.
Aproveitamos o momento para convocar todos os associados com direito a voto a comparecer à Assembleia Geral Extraordinária, no próximo dia 06 de outubro, a partir da 9:00 horas, no Clube Caiçara. Cada sócio deverá comparecer portando documento de identificação (Identidade ou Carteira Sindical) e só terá acesso ao local associados em dia com suas obrigações sindicais.
  
Heliópolis – Bahia – 28 de Setembro de 2013


             Maria das Graças de Jesus Sobrinho
                                 Presidenta
              Comissão Administrativa Provisória 
    Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Heliópolis

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Analfabetismo cresce no Brasil, no Nordeste e na Bahia

Segundo os dados da Pnad 2012, Bahia, Tocantins, Paraíba e Pernambuco tiveram os maiores aumentos nas taxas de analfabetismo. O programa TOPA – Todos Pela Alfabetização – foi propaganda enganosa.
O governo do Partido dos Trabalhadores, de fato, está descendo ladeira abaixo no seu desgoverno. Depois de gastar fortunas com publicidade, alardeando que o TOPA alfabetizou centenas de milhares de baianos, agora sai a notícia de um órgão do próprio governo. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) divulgados nesta sexta-feira, 27, mostram que taxa de analfabetismo parou de cair e registrou pequeno aumento, entre 2011 e 2012. Desde que a Pnad passou a cobrir o País inteiro, em 2004, é a primeira vez que o índice ficou maior do que no ano anterior. Segundo os dados da Pnad 2012, os estados de Tocantins, Paraíba, Pernambuco e Bahia tiveram os maiores aumentos nas taxas de analfabetismo. O consolo para o governo de Jaques Wagner é que em Alagoas a coisa está pior. É o estado com o maior índice: um em cada cinco (21,8%) habitantes de 15 anos ou mais não sabe ler nem escrever. O TOPA foi mais um programa do Governo da Bahia para comer recursos. Era propaganda enganosa.
A proporção de pessoas com 15 anos ou mais que não sabem ler nem escrever passou de 8,6% em 2011 para 8,7% em 2012. Em números absolutos, representou um aumento de 297 mil analfabetos, de 12,866 milhões para 13,163 milhões. Os técnicos do IBGE informaram que estão reavaliando o resultado e que não se pode falar em tendência de aumento do analfabetismo, que só acontecerá se o índice continuar a subir nos próximos anos. O dado mais surpreendente é que o analfabetismo subiu na faixa dos 40 aos 59 anos. Na faixa dos 15 aos 19 anos, ficou estagnada em 1,2%. Nas demais faixas etárias, houve ligeira queda no índice. Os dados de analfabetismo são mais preocupantes no Nordeste, onde a taxa subiu meio ponto porcentual em um ano, passando de 16,9% para 17,4%. Enquanto a região tem 27% da população total de 15 anos ou mais de idade, entre os analfabetos nesta faixa etária, 54% estão no Nordeste. Ou seja, um em cada dois analfabetos do País é nordestino. No Centro-Oeste, a taxa de analfabetismo também teve aumento, oscilando de 6,3% para 6,7%.  A taxa é a mesma registrada pela Pnad 2011. Os melhores resultados estão na região Sul, que reduziu a taxa de analfabetismo de 4,9% para 4,4% e agora é a região com menor índice, superando o Sudeste, que mantém os 4,8% de analfabetos de 2011. Santa Catarina é o Estado com a menor taxa de analfabetismo do País, com 3,1%. Entre 2011 e 2012, houve redução significativa na proporção dos analfabetos funcionais, passando de 20,4% para 18,3%, mas 27,8 milhões de pessoas de 15 anos ou mais de idade têm menos de quatro anos de estudos. Traduzindo, o Brasil está piorando, o Nordeste está pior e a Bahia vem descendo a ladeira. Maravilha!

Informações de O Estado de São Paulo e do CORREIO.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

O secretário da bagunça e o outro

Associados do STRH querem agora eleger uma diretoria regular (Foto: Jorge Souza)
O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Heliópolis está passando por uma das suas piores crises. Mais uma vez, o personagem antagonista é o nosso atual Secretário de Agricultura e ex-companheiro petista José Andrade Guerra. Quando ele saiu por aí com Mundinho do Tijuco a tiracolo, pedindo apoio do povo para que fosse o ex-vereador presidente na nova Comissão Diretora do STRH, logo vi que a coisa não estava bem. Zé Guerra quer que Mundinho fique os três meses na administração do Sindicato para facilitar a candidatura de Aderaldo, o atual presidente do Partido dos Trabalhadores. Esta nova crise vivida pela maior representação trabalhista no município tem, mais uma vez, o dedo ambicioso do ex-vice-prefeito. E ele parece que não esconde o que está fazendo. A insistência na candidatura de Aderaldo é só para melar ainda mais a situação de indefinição das eleições da entidade. Não foi por acaso que ele disse em alto e bom som: “Vou lá para tumultuar, para bagunçar.”
E a bagunça aconteceu na terça-feira pela manhã. Uma simples Assembleia para renovação da atual Comissão Diretora, ou a eleição de outra, abrigava até pessoas que não eram sindicalizadas. Tudo com o objetivo de prolongar o sofrimento dos associados. E tudo começa lá atrás, com a administração vacilante e sem brilho de Juarez Carlos Oliveira. Este foi tão incompetente que foi capaz de fazer o STRH ainda permitir que Zé Guerra fizesse a bagunça que está fazendo, diga-se de passagem, com a ajuda elegante e nobre da Justiça da Comarca de Cícero Dantas. O Assessor Regional da FETAG-BA, Dr. Claudio, foi quem ficou responsável para dar a notícia que os associados não queriam ouvir. Depois de um grande tumulto em frente ao STRH, sem condições de abrigar o número de pessoas, solicitaram à vereadora Ana Dalva o espaço do Plenário da Câmara Municipal. Depois do sim da presidenta, foram todos e a Câmara ficou cheia de revolta e indignação quando Dr. Claudio anunciou que ninguém havia chegado a um acordo. Não houve, portanto, renovação da comissão administrativa. Se não houver uma saída estatutária ou jurídica, o STRH poderá fechar as suas portas, pelo menos por um tempo. Certo é que muitos sindicalizados estão revoltados e não querem mais voltar na semana que vem para eleger uma nova comissão. Querem eleger uma nova diretoria.
Isso demonstra o espírito de alguns petistas. Zé Guerra é um deles. Se ele não chegar lá, ninguém chega mais. Se não for o que ele quer, há bagunça para que outro não chegue. Nesse caso, o outro é a outra. Trata-se de Edmeia Torres, esposa do fundador do sindicato, Joaquim Torres. Ele sabe que não vence e está fazendo de tudo para não deixar Edmeia ganhar. Foi assim comigo, foi assim com Valdir do Bujão. Preferiu ser o vice, mas não deixou o PT chegar à prefeitura. Zé Guerra é um típico caso de esquizofrenia política. É um ególatra incurável. A palavra que ele vê todos os dias diante do seu espelho é EU. Pior, está contando com ajudas de luxo: Aderaldo e Mundinho do Tijuco. Parabéns, garotos!
E o secretário foi...
Finalmente, depois de um longo preparo, o Secretário de Administração da Prefeitura Municipal de Heliópolis, Beto Fonseca, filho do prefeito, compareceu à Câmara Municipal para dar explicações. De um modo geral, travou-se um debate entre Mendonça e Beto. As explicações quase sempre estavam cheias de incoerências. Por exemplo, a questão das diferenças no pagamento dos contratados. O secretário informou que o contrato era de 20 horas, mas não ficou claro porque começou com 700 reais e depois passou a 800. Qual Lei? Qual critério? Disse o secretário que o prefeito anterior deixou um rombo de 2 milhões de reais, mas não explicou quantos processos abriu contra o prefeito anterior. Além disso, disse que os problemas que estamos enfrentando são frutos de problemas deixados pela administração anterior, mas não disse por que a empresa contratada para o transporte escolar, que não é a mesma da gestão anterior, presta um serviço tão ruim. Para se ter uma ideia, o ônibus que transporta alunos do povoado Tanque Novo quebrou mais uma vez e vários estudantes estão sem poder assistir às aulas, justamente na semana de revisão para avaliação. Enfim, Beto Fonseca não convenceu. Só num ponto ele agradou: foi humilde. Ninguém sabe se por estratégia ou por sinceridade. Chegou inclusive a admitir que o pai não estava preparado para tantos problemas e que ele mesmo pensava que a coisa não fosse tão problemática. E que ainda estava aprendendo com a situação. Só não disse por que motivo centraliza tudo na sua pasta, já que não tem estrutura para tanto. Também não foi humilde a ponto de admitir que não chamou ninguém para ajudá-lo, nem mesmo aqueles que ajudaram a eleger seu pai. Por fim, não deixou claro o que fará com uma licitação de 300 mil para publicidade. Disse que não era obrigado a gastar tudo. Será que ele está pensando que calará a imprensa com este dinheiro? Acho que não. Será usado para utilidade pública!
Sem base de apoio
O que a reunião com o secretário comprovou é que o governo não tem base de apoio. Ildinho está à deriva na política. Nem mesmo o vereador apoiado pela família, Zeic de Renilson, defende o prefeito. E o que dizer do vereador Líder do prefeito, O Ronaldo do DEM, que não diz uma palavra. Mendonça está deitando e rolando. Fala sozinho e não é rebatido. E o vereador Clóvis? O que dizer? Nada! E não adianta cobrar nada de Ana Dalva. Enquanto ela for presidenta da casa, vai agir como administradora da Câmara Municipal. Além disso, não há um único motivo, mesmo que pessoal, para Ana Dalva defender o prefeito. Não se pode defender algo que não transformou nada.
Sábado concorrido 
Sábado haverá na Câmara Municipal de Heliópolis três eventos: uma Audiência Pública do Ministério Público, uma Audiência Pública com os desportistas para análise do Projeto de Lei da vereadora Ana Dalva, sobre a criação da Liga Heliopolitana de Desportos, e também será realizada a Convenção Municipal do Partido Popular Socialista – PPS. Verdadeiramente é a casa do povo!

terça-feira, 24 de setembro de 2013

TSE aprova registro de Solidariedade e Pros e Brasil já tem 32 partidos

                        Guilherme Balza - do UOL
O PROS já nasce com portal e tudo
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) aprovou, em sessão na noite desta terça-feira (24), o registro eleitoral do Solidariedade e do Pros (Partido Republicano da Ordem Social), ampliando para 32 o número de siglas eleitorais no Brasil. O tribunal entendeu que ambos os partidos conseguiram coletar as 492 mil assinaturas necessárias para obter o registro nacional.
Pros (Partido Republicano da Ordem Social) - nº 90 - Sob a liderança de Eurípedes Júnior, o partido, ainda em processo de criação, tem como principal bandeira a redução de impostos. A maioria dos ministros do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) já votou favorável à criação da nova legenda, mas o julgamento acabou sendo suspenso por um pedido de vista da ministra Luciana Lóssio. Com o registro, Solidariedade e Pros podem disputar a eleição de 2014, na qual serão escolhidos o Presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e estaduais --distritais no caso do Distrito Federal.
A legislação eleitoral permite que políticos de outras siglas migrem para os partidos novos sem que, com a mudança, percam seus mandatos, ao contrário do que ocorreria caso se filiassem a siglas já existentes. O Rede Sustentabilidade, partido de Marina Silva, busca ter a mesma sorte do Pros. Os militantes da organização correm contra o tempo para conseguir coletar as assinaturas necessárias para o registro nacional. O prazo para o registro termina em 5 de outubro próximo, um ano antes das eleições de 2014. Até lá, o TSE realizará mais três sessões.
'Partido do Paulinho'
O deputado Paulinho da Força Sindical
O Solidariedade é encabeçado pelo deputado federal Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, que atualmente é filiado ao PDT de São Paulo. Por esta razão, a sigla é comumente chamada de "Partido do Paulinho". Quatro ministros deferiram o registro do partido e três indeferiram. O relator do processo do Solidariedade, ministro Henrique Neves, decidiu não aprovar o registro, por ora, ao considerar que apenas 224 mil assinaturas do Solidariedade estavam com a devida identificação dos autores. Ele determinou que a sigla juntasse, em 60 dias, às certidões dos cartórios eleitorais, as informações dos eleitores. A decisão do relator, se fosse seguida pela maioria da Corte, impediria que o Solidariedade disputasse as eleições de 2014. Neves foi seguido pelos ministros Luciana Lóssio e Marco Aurélio. Dias Toffoli, João Otávio de Noronha, Laurita Vaz e Cármen Lúcia, presidente do TSE, divergiram de Neves e deferiram o registro da nova sigla, com o argumento de que em julgamentos anteriores não foi exigida a identificação dos eleitores nas certidões dos cartórios.
O MPE (Ministério Público Eleitoral) tentou barrar o registro da sigla após pedir à Polícia Federal para investigar supostas fraudes nas assinaturas coletadas. Na sessão de hoje, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que estreou na Corte, informou os ministros sobre o pedido do MPE. O partido de Paulinho é acusado de usar assinaturas falsas, como a de Gladys Pessoa Buarque, mulher do senador Cristovam Buarque (PDT-DF), e até de um chefe de cartório, além de utilizar a base de dados dos cerca de 11 mil filiados ao Sindilegis (Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo Federal e do Tribunal de Contas da União) para que seus nomes constassem na relação de apoiadores do partido, segundo reportagem da Folha publicada no último dia 10. O partido também foi acusado de falsificar assinaturas em Osasco e Várzea Paulista (ambos em SP), conforme revelou o blog do Fernando Rodrigues no último dia 19. Paulinho é presidente da Força Sindical desde 1999, quando substituiu Luiz Antonio Medeiros, que comandou a central desde sua fundação, em 1991.
Expoente do chamado "sindicalismo de resultado", a Força surgiu em oposição à CUT  (Central Única dos Trabalhadores), criticada pelos primeiros por ideologizar a pauta trabalhista. É hoje a segunda maior central do país --atrás somente da CUT--, com 13,67% de todos os sindicalizados no país, o que representa quase um milhão de trabalhadores. Carregando o nome da central, Paulinho disputou cinco eleições: em 2002, foi candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Ciro Gomes; em 2004 e 2012, foi derrotado na disputa pela Prefeitura de São Paulo; em 2006 e 2012, elegeu-se deputado federal. Em todas as campanhas explorou a imagem do Centro de Solidariedade ao Trabalhador, uma agência de empregos criada pela Força em São Paulo no ano de 1988. O Solidariedade deve ser o destino dos pedetistas ligados ao campo de Paulinho, que, mais pragmático, opõe-se aos setores brizolistas do PDT, mais próximos ao PT. Nos últimos anos, as alas travaram batalha para influir nos rumos do partido. Além de Paulinho, devem migrar ao Solidariedade os deputados federais pedetistas Marcos Medrado (BA), Sebastião Bala Rocha (AP) e João Dado (SP), além de Augusto Carvalho (PPS-DF). Também são cotados para se filiar à sigla Carlos Manato (PDT-ES) e Ademir Camilo (PSD-MG).
Pros propõe imposto nacional
Marina está confiante na aprovação do seu Rede Sustentabilidade
A relatora do processo do Pros, ministra Laurita Vaz, deferiu o registro do partido e foi seguida Dias Toffoli e Cármen Lúcia, presidente do TSE. Os ministros Castro Meira e Gilmar Mendes já haviam se manifestado a favor do registro. Luciana Lóssio e Henrique Neves divergiram da relatora e pediram que fossem realizadas diligências para checar as certidões dos cartórios eleitorais antes de aprovar o registro. Lóssio afirmou que detectou suspeitas de irregularidades no registro das assinaturas em vários cartórios eleitorais, em especial assinaturas em duplicidade. Um dos casos citados pela ministra diz respeito a uma mesma assinatura que apareceu em sete certidões. Toffoli rebateu a magistrada e disse que é preciso valorizar e confiar no trabalho dos servidores da Justiça Eleitoral. Em seu voto, a relatora afirmou que as dúvidas sobre a autenticidade das rubricas foram sanadas pelo Pros.

Antes mesmo de ter o registro aprovado, o Pros já tinha diretório nacional, site, programa e até hino. O partido diz que foi gestado há quatro anos, quando seus fundadores viram na criação da sigla a melhor forma de resolverem os "problemas, injustiças e desordens da nação".  A principal proposta da legenda é a redução dos impostos. Em seguida, aparecem o combate à corrupção, ao desemprego e à desigualdade social. O Pros propõe a criação do Imposto Único Federal (IUF) para reunir tributos municipais, estaduais e federais. Para 2014, a legenda almeja contar com cinco candidatos a governador e eleger ao menos 20 deputados federais. Entre os parlamentares cotados para migrar à sigla estão Ademir Camilo (PSD-MG), Henrique Oliveira (PR-AM), Major Fábio (DEM-PB) --que pretendem disputar os governos do Amazonas e da Paraíba, respectivamente--, Izalci Lucas (PSDB-DF), Ataídes Oliveira (PSDB-TO) e Salvador Zimbaldi (PDT-SP). O presidente do Pros é Euripedes Gomes de Macedo Junior, que já foi filiado ao PSL de Goiás. Especula-se que o novo partido possa atrair os irmãos Cid e Ciro Gomes, ambos do PSB, insatisfeitos com a possível candidatura de Eduardo Campos à Presidência.

domingo, 22 de setembro de 2013

Realidade e mito

                    Landisvalth Lima
O mercado abandonado é um dos símbolos dos vários desgovernos de Heliópolis
Lembro-me muito bem das coisas inúteis que usam em campanhas eleitorais para afastar a política da coisa que realmente interessa. Lembro ao leitor a campanha de 2008. O prefeito da época perdeu a reeleição por causa do fim do abatimento clandestino de animais. Com a obrigatoriedade do uso dos abatedouros modernos e da carne refrigerada, caíram de pau no prefeito da época, que tinha todas as outras culpas, menos essa. Ele abandonou o povo, distanciou-se das pessoas que o apoiaram, centralizou a administração e estava cercado de secretários bajulares e incompetentes e vivia alimentando vaidades e outros temores de vereadores sem projetos e sem discursos. Sua derrota foi corroborada pelo fim do abate de animais. Não adiantava explicar ao povo que tínhamos que acabar com um dos maiores índices de Tuberculose da Bahia, provocado exatamente pelo abate irregular. Cheguei a ouvir senhores afirmar que perderam o gosto de comer carne. “Quem vai engolir aquela coisa sem gosto?”, falavam condenando a carne refrigerada. Diziam que não tinha gosto! O abate clandestino não foi o único problema a derrubar o prefeito em 2008, mas deu significativa ajuda.
Pois bem. Na eleição passada, a bola da vez foi a falta de um Delegado de Polícia. O Governador da Bahia deu uma mãozinha para ajudar a não reeleger o prefeito anterior. Também, como o outro, não tinha culpa. A nomeação de delegado é da alçada da Secretaria de Segurança Pública. A ajuda involuntária acabou sendo justa. O prefeito cometeu vários pecados e o principal deles foi transformar sua administração num grande balcão de negócios. E olhem que não estou colocando destaque para perseguição política, incompetência, mandonismo, superfaturamento, enganação etc. Mas a questão do delegado não era pecado seu.
No caso de 2008, o prefeito perdeu, o outro assumiu e o povo continua comendo carne, mesmo refrigerada. O índice de tuberculosos vem diminuindo e o Mercado Municipal, construído com o dinheiro público, está lá abandonado, entregue aos ratos e servindo de depósitos para descartados. No caso de 2012, já temos delegado, o prefeito continua fazendo as mesmas coisas que os outros fizeram. Nada mudou. Os meliantes continuam a roubar o povo e nada de novo acontece. Já roubaram o Posto Andrade, a Passarela Calçados, O Realzão. Uma casa no povoado Farmácia já foi roubada duas vezes. Ontem, tentaram roubar a minha casa. Não conseguiram entrar pelo telhado, mas tentaram e deixaram o buraco lá.
Ou seja, nós acreditamos mais fácil no mito que na verdadeira causa do problema. Pode encher Heliópolis de delegados e a violência continuará. A causa é que não temos governo. Não temos administradores para ir a busca de soluções com o estudo detalhado dos fatos. Governar virou ato de acumular documentos e juntar certidões negativas. Governar é dar empregos a filhos, parentes e aderentes. Governar é tirar o máximo que se possa e dividir, muito raramente, com os amigos. Enquanto isso não mudar, algumas verdades vão ficar martelando sobre nossas cabeças. Uma delas é que ou acabamos com o abate clandestino de animais ou doenças como a Tuberculose continuarão a existir. Outra é que a violência é uma patologia social, produto de inúmeros problemas, e não é a nomeação de um delegado que vai resolvê-la. E por fim, não adianta elegermos alcoólatra para cuidar de alambique.
STR de Heliópolis
Este abençoado município tem uma capacidade incrível de ser feliz de novo. Sempre repete a dose quando a coisa não funciona. Digo isso porque falam nos bastidores que Zé Guerra foi buscar a solução para desferir um golpe fatal e voltar a dar as cartas no Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Heliópolis. Importou do Tijuco o ex-vereador Raimundo Rodrigues de Castro, Mundinho do Tijuco, o homem que nunca perdeu uma eleição. Não é verdade, mas isso não importa por aqui. É bom até saber que ambos venceram as duas últimas. Não adiantou nada para Heliópolis, mas eles venceram e o STR de Heliópolis estará bem servido com os dois, não é mesmo vereador Ronaldo?
Ildinho Zangado
Falam por aí que o prefeito está zangado com este blogueiro, pelo que aqui publico. O problema é que ele ainda não aprendeu a ser político. A zanga dele não vai mudar o rumo deste blog, mas bem que ele podia marcar uma entrevista coletiva ou colocar alguém para escrever para os veículos de comunicação. Só vejo Jorge Souza, no Jornal Impacto, falar alguma coisa, e só porque o jornalista faz porque gosta. A verdade é que Ildinho não tem um governo, uma equipe, e não aceita ajuda. Pensa que quem o ajudar vai assaltá-lo. Com alguns “amigos” que ele tem, eu não duvido. A questão é que o prefeito ainda não distinguiu entre os que querem ajudar Heliópolis e os que querem se aproveitar de Heliópolis. Talvez até ele ache que a política é isso mesmo. Eu penso diferente e cheguei a ter uma vaga esperança que Ildinho também era do meu time. E enquanto o prefeito fica zangado com o Landisvalth Blog, as estradas estão intransitáveis, os esgotos correm a céu aberto, há funcionários recebendo 300 reais para sobreviver, há outros desempregados, a violência grassa e outras desgraças nos atacam todos os dias. Fique zangado, não. Vá trabalhar, prefeito!
Uma arara
Uso a expressão no título sem ser um ataque aos animais. É que uma diretora esteve muito zangada com a divulgação de uma compra superfaturada numa escola. ”Ficou uma arara”, falou-me o aluno. Um partidário dos pardais me procurou para tentar abrandar as coisas. Disse ele que o que ela fez comigo já tinha passado e que eu maneirasse. Não consegui ficar para dar a resposta. Dou aqui: eu não tenho pena dos derrotados, dos traídos, dos quebrados. O derrotado já conheceu a vitória; o traído já amou pelo menos uma vez e o quebrado já vislumbrou o conforto e o luxo. Tenho pena é dos que desejam e não têm, sentem dores e não podem comprar um analgésico, têm sede e não há água, sentem fome é não há comida. Tenho pena dos que necessitam. Para os poderosos eu estou vazando a tripa.