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terça-feira, 5 de novembro de 2013

Vem aí mais uma mudança no Ensino Médio!

O Ensino Médio sofre com a baixa qualidade do Ensino Fundamental
Quando algo entra em crise no Brasil, aparecem as mudanças que prometem milagres. Estas propostas, na maioria da vezes, servem apenas para enganar o tempo e não resolver definitivamente a questão. É o empurrar com a barriga. Desta vez é o Ensino Médio. Proposta em tramitação na Câmara dos Deputados determina que os três anos do ensino médio sejam divididos em duas partes: dois anos de currículo comum e um ano em que o aluno poderá escolher entre as áreas humanística, tecnológica e biomédica. A medida está prevista no Projeto de Lei 5115/13, do deputado Izalci (PSDB-DF), e altera a Lei de Diretrizes e Base da Educação (9.394/96). Para o autor, o currículo programático do ensino médio precisa ser revisto para oferecer oportunidades de ênfases distintas ao aluno conforme seus interesses vocacionais.
Além disso, ele propõe que o ensino técnico tenha currículo independente, porém equivalente ao ensino médio. “A Lei de Diretrizes e Bases defronta-se com uma pedagogia conservadora que, por exemplo, resolve determinar a obrigatoriedade de conclusão do ensino médio para a obtenção da Habilitação Profissional de Nível Técnico”, critica Izalci, acrescentando que atualmente os alunos dos cursos técnicos têm uma carga de estudos mais pesada do que os que fazem o acadêmico puro, porque precisam da "educação geral" e, depois, de mais horas de ensino profissionalizante.
Pelo projeto, a educação técnica se destinará aos alunos que completam o ensino fundamental e terá duração mínima de 1.200 horas com currículo próprio e equivalente ao ensino médio, permitindo a continuidade de estudos em nível superior de graduação tecnológica e de mestrado profissional, além de casos excepcionais de doutorado, sempre em áreas afins. O texto estabelece ainda que cabe ao Conselho Nacional de Educação definir as novas diretrizes curriculares do ensino médio e que os de cursos de educação técnica, quando registrados, terão validade nacional. 
O problema do Ensino Médio não é o seu formato. O problema está lá atrás. A municipalização da educação básica foi uma desgraça. Prefeitos que não pagam o piso, prática da politicanalhice com os cargos da área educacional, desvios constantes de verbas, mandonismo, empreguismo, falta de concursos públicos para a área, perseguição política etc,etc,etc. O Ensino Médio está recebendo alunos com deficiências do Ensino Fundamental. Estes são os males que devem ser combatidos. Não há formula perfeita de sucesso quando um destes males se faz presente, imaginem todos eles juntos. Tudo se resume a um só ponto: aplicar corretamente as verba pública da educação. Para isso, devemos construir mais presídios para prender prefeitos corruptos, conselheiros que aprovam contas e vereadores comparsas. Como isso é uma utopia, vamos começar elegendo propostas e não pessoas.