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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

O predador vomita bazófia

Sem coragem de enfrentar o debate de forma civilizada, Roberto da Farmácia navega na fanfarronice. Poderia ter mandado um e-mail para o Landisvalth Blog que seria publicado. Dou direito de respostas a quem pedir. O espaço é democrático, mas sempre haverá réplica. Resolveu ele publicar sua bazófia no Facebook porque, pela amplitude da rede, não será difícil encontrar alguém que o apoie. Afinal, tem gente defendendo os mensaleiros. Para uns são até heróis. Não seria estranho encontrar defensores de Hitler. Já ouvi dizer que há pessoas até que afirmam que não houve holocausto. Não seria impossível encontrar defensores da causa do predador, notadamente em Heliópolis, onde os interesses pessoais parecem se sobrepor ao interesse público.
Ele começa sua bazófia dizendo que “Em resposta às ofensas públicas diretamente escritas pelo Sr. Landisvalth Lima, no seu blog, contra mim, exercendo meu direito de resposta, gostaria de tornar público minha versão das acusações e demonstrar como aquele amargo blogueiro (ou seria político?) está proferindo calúnias e produzindo injustiças.”. Não fiz nenhuma acusação contra Roberto da Farmácia. São fatos. Não posso responder o seu “amargo” porque nunca fui “provado” por ele. Ele não sei, mas eu sou heterossexual. E não estou aqui estabelecendo superioridade ou inferioridade de nenhuma opção sexual. Também questiona se eu sou “blogueiro” ou “político”. Corrijo a informação: sou blogueiro, político, professor, artista, escritor e, agora, predador de predadores políticos.
Segue sua defesa dizendo:” Inicialmente quero dizer quando ele me chama de predador da Administração Pública de Heliópolis, fazendo insinuações mesquinhas e desprovidas de provas materiais ele sugere corrupção e favorecimento da minha parte. Todavia, ocorre o contrário! Todos sabem, que como empresário exercendo minha atividade lícita nessa cidade e região há mais de 10 anos eu sempre me interessei pelos destinos e desenvolvimento da cidade. Até porque uma coisa leva a outra e se a cidade vai bem, por consequência o comércio também! No mesmo sentido, todos sabem que, por convicção política e por amizade e carinho à família de Ildinho eu fui um dos pensadores da candidatura, da campanha e da vitória de Ildinho nas eleições de 2012, sempre demonstrando boa vontade e garra no processo complicado que enfrentamos para vencer as eleições municipais.”. Na visão dele isto aqui é um paraíso e o seu comércio é lícito. Então vamos lá: se alguém encontrar um farmacêutico na farmácia do queixoso me avisem. Ah, Landisvalth, mas é muito caro manter um farmacêutico! Mas o comércio não vai bem? A cidade não está desenvolvida? Resumindo: ou o nosso empresário está burlando a lei para se beneficiar ou o comércio é ruim ao ponto de os proprietários de farmácia não disporem de condições para cumprir a lei de ter um farmacêutico em cada loja. Para completar, ele foi o “pensador” da candidatura, da campanha e da vitória de Ildinho. Ou seja, eu, Ana Dalva, Zé do Sertão, Gama, Zeic, Renilson, Zélia.... e mais de 4 mil outros eleitores não “pensamos”. Nós participamos, votamos e elegemos Ildinho. Ele só “pensou”, até porque ele vota em Fátima. Também achei estranho ele afirmar que apoiou a família de Ildinho por convicção, amizade e carinho. Eu pensei que ele era parente de Ildinho, portanto sua família. Pensei que Ildinho era o seu sogro. Será que há algo que eu ainda não saiba?
Só que no parágrafo seguinte eu entendi a zanga de Roberto. Reparem: “Ocorre que, após somadas as forças, vencida a batalha, o blogueiro Landisvalth, gratuitamente iniciou um atrito particular contra mim. Se antes eu era um dos amigos da campanha, agora sou chamado, injusta e criminalmente, de PREDADOR.” E continua, desta vez fazendo uma propaganda enganosa: “Neste sentido, para conhecimento de todos, quero tornar claro os benefícios diretos que já conseguir(sic) para Heliópolis, com meu prestígio político (já que estou nessa árdua empreitada há mais de 15 anos) com os deputados os seguintes recursos:
- Emenda 250.000 (duzentos e cinquenta mil reais) com deputado Edson pimenta do PSD;
- Uma parte da emenda concedida pelo deputado JOSÉ NUNES do PSD;
- Um recurso estadual no valor de R$ 400,000 (quatrocentos mil reais) com o deputado e chefe da casa civil Rui Costa do PT. Recurso conseguido junto ao referido deputado com o apoio da ex-prefeita Jailma Dantas e Antônio Jackson.”
Esta noite, antes de escrever este artigo, fui a um curso na casa de Maria Augusta, procedimento obrigatório para quem vai ser padrinho de alguém. Lá, enquanto aguardávamos, passava o capítulo de “Amor à vida” e o Félix, o vilão e predador, respondendo a uma pergunta da atriz Natália Tímberg, não me recordo o nome da personagem, que queria saber o que o deixava tão aflito depois de ter feito aquelas arbitrariedades. Félix respondeu que sua mãe o havia chamado de “monstro”. Ou seja, a palavra fere mais que o ato. Não houve “mensalão”, não há “crime”, não há “ladrões do dinheiro público”, não há “corruptos”, não há “predadores” no serviço público. São quase santos! Até ajudam a desenvolver o município com a conquista de emendas que não chegarão por aqui tão cedo. Por que ele não disse que as emendas de 2010, de 800 mil, foram perdidas por incompetência e estas agora, de 2013, devem chegar aqui por volta de 2015, caso não haja contingenciamento ou revertério político? Além disso, temos que torcer para que os recursos sejam bem aplicados e não se percam nas licitações fraudulentas ou nas nádegas das empresas de fachada.
      Até aqui nosso queixoso não disse nada, não respondeu a nenhuma afirmação que fiz. Só fez propaganda enganosa. Mas continuou: “Pois bem. Por sua vez, sobre a afirmação de que a contabilidade e o setor jurídico são indicações minhas, devo dizer que na verdade o ponto da questão para reflexão não deveria ser essa. O que se deve refletir é são (sic) os valores dos Contratos dos respectivos setores entre a gestão anterior e a atual. Com efeito, se poderá observar que os atuais contratos estão totalmente dentro da legalidade e razoabilidade, contratando profissionais ímprobos (sic) e de notória especialização sobe (de subir, de sobre ou de sob?) valores éticos e proporcionais.” E continuou no parágrafo seguinte: “Por fim. Complementação minha resposta às seguidas acusações e ataques diretos a minha pessoa pelo blogueiro Landisvalth Lima, devo confessar que mais de uma vez pensei em fazer representação junto ao Poder Judiciário, mas em contato com advogados e, sobretudo, com a minha consciência percebi que para ele seria apenas mais um processo dos tantos que ele já enfrenta, em virtude, algumas vezes, de calúnias e difamações proferidas gratuitamente. O veneno desse senhor só faz mal a ele mesmo. Oportunamente dizer que, não estou brigado ou em guerra com a administração do prefeito Ildinho. Sou um colaborador como sempre fui. Jamais fui ou serei predador! Por sua vez, o Blogueiro Landivalth (sic) crítico assíduo de tudo e de todos, mais de uma vez foi convidado a participar da administração pública, assumindo a Secretaria de Educação, mas impulsionado pela sua vaidade, egocentrismo, individualismo e radicalismo, recusou-se a tentar contribui com o Município, optando pela zona de conforto das críticas que na verdade não passam de calúnias e fofocas!” e completa a bazófia com uma pérola: “ Não vou mais me alongar, até porque o que esse senhor sombrio gosta é de ibope e repercussão, mas essa resposta foi necessária.
E começo pela parte final: a resposta é necessária quando ela descontrói um discurso construído sobre fatos. Em nenhum momento Roberto da Farmácia contestou minhas informações. Não houve a discussão com Beto Fonseca? Não houve a ameaça de Ildinho pagar tudo? Não houve os impropérios verbais e solicitação de pagamento de dinheiro investido em campanha? Não houve afastamento das atividades nebulosas na prefeitura? Não houve pagamentos em espécie com descontos não oficiais em lugares estranhos? Não há funcionários recebendo metade do salário e pagos no mesmo esquema, inclusive fora da folha? Ele não passou por cima de uma ordem de Ildinho e mandou uma funcionária voltar ao trabalho? Tudo isso ficou sem respostas. Não falei de valores na contratação da contabilidade e do setor jurídico. Ele acabou confirmando que a indicação foi realmente dele e não do prefeito. Mas ainda está aberto o espaço para que se possa responder. Meu e-mail é público: landisvalth@oi.com.br. Só não vale propaganda enganosa, mentiras e devaneios. Outra: tenho sim processos. Num deles, inclusive, o queixoso se prontificou a ser minha testemunha de defesa, o que não foi necessário. Ainda estou agradecido pela gentileza. E ficaria ainda mais agradecido com mais esse processo. Seria mais um e o aguardo como um troféu. Será que ele teria tanta coragem assim? Havia me esquecido: sou crítico sim de tudo (quanto é coisa ruim) e de todos (os corruptos e malversadores do dinheiro público). O problema é que as pessoas se pelam de medo dos supostos poderosos. Não há poderosos contra os que não têm rabo preso. Ildinho só me chamou uma vez para ser o secretário de educação e, realmente, recusei o cargo. Roberto não completou a informação. Disse apenas o que lhe convinha. Não aceitei o cargo, mas aceitei ajudar o secretário indicado pelo prefeito, desde que meu projeto fosse implantado em sua administração, exatamente como estava na proposta de campanha inscrita junto com a candidatura. Lembrem-se de que Ildinho não tinha um Projeto de Governo e foi usado o do PPS de Ana Dalva, criado em conjunto pelo partido com a minha participação. Até hoje não fui sequer convidado para uma reunião sobre a implantação do programa, embora tenha feito algumas por minha conta, antes de Ildinho assumir. Ninguém se importou depois. Educação nunca foi prioridade por aqui.
Não tenho medo do debate, nem dos predadores, corruptos, malversadores, desviadores de verbas, imbecis, babacas, aprendizes de coronéis, solapadores do dinheiro público, canalhas, vassalos de políticos, puxa-sacos, carrapatos do serviços público, ladrões orçamentários etc. Não tenho o que temer, a não ser a barbárie e a ignorância. Se algum predador desejar me processar, não fique em ameaças. Quando estou errado, sei pedir desculpas. Se for condenado por alguma coisa, vou para a cadeia. Só não me venham para cá dizer que eu não posso falar mal dos corruptos. Corrupto bom é corrupto na cadeia. Para isso, teremos sempre que contar com um juiz imparcial e resoluto como Joaquim Barbosa. Para desespero dos maus e para o meu refrigério.
Com justificativas como esta, é melhor Roberto da Farmácia usar Óleo de Peroba.