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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

A última chance

                                            Landisvalth Lima
Com a proximidade da data de comemoração da chegada da República por aqui, o relógio passa a atormentar o pensamento do prefeito de Heliópolis. Digo isso, se por ventura o Ildefonso Andrade Fonseca quiser passar uma borracha para apagar o desastre que está sendo este primeiro ano de sua estreia como administrador público. O ano de 2013 está perdido e só será esquecido se o prefeito Ildinho assumir a sua função e colocar em prática o homem que todos conheceram ao longo de sua vida, notadamente na prática da palavra dada e cumprida. São apenas quarenta e cinco dias que o separam do inferno atual para o paraíso futuro.
Não preciso aqui dizer que Ildinho afastou quase todos os políticos sérios de sua administração e ficou com os predadores. Os poucos bons que ainda estão na linha de frente não podem opinar em nada, nem mesmo dar uma ordem ou assumir um compromisso administrativo. Tem que ficar calado, aceitar o que está posto. Caso contrário, rua! O prejuízo do município é imenso. Só não é maior porque muitos sentem medo de perder o que tem. A luta pela sobrevivência do povo de Heliópolis é o maior aliado do desastre administrativo de Ildinho Fonseca. Mas ele não pode contar muito tempo com isso. Há uma hora em que a consciência fala mais alto que o estômago. Foi assim na Revolução Francesa, foi assim nas manifestações de junho último e foi também assim na última eleição nesta cidade.
Mas há muita coisa a rolar por debaixo desta ponte, que ainda não ruiu. Completamente eliminado da administração, Gama Neves, o vice-prefeito, parece ainda reservar um limbo de esperança. Não aceitou e não vai aceitar ser avalista de um fracasso, mas torce para que o companheiro de chapa acorde. Ana Dalva nunca foi sequer sondada para opinar sobre questões administrativas, embora tenha contribuído com a administração, por força do cargo que tem como presidenta da Câmara, corrigindo, inclusive com a ajuda da oposição, os constantes erros em projetos, como o caso conhecido do Concurso Público, que anda a passos de cágado. Nem Gama nem Ana Dalva romperam com o prefeito, mas não aceitam a administração como está sendo feita.
Nos próximos 45 dias, Ildinho deverá tomar decisões importantes. Vai ter que afastar o seu filho da secretaria de administração, já que se mostrou incapaz de ouvir os bons. Terá que afastar do seu governo (para todo o sempre, amém!) a figura de Roberto da Farmácia e resolver qual o verdadeiro papel de Antônio Jacson Maranduba no governo. Ele se apresenta como representante da empresa Minha Região, uma péssima prestadora de serviços no transporte escolar, mas está envolvido até o pescoço na questão da construção do programa Minha Casa Minha Vida. Pessoas descontentes com o programa, por não ter ainda recebido a casa, estão indo ao Ministério Público e o nome a ser denunciado, além do prefeito, será o do esposo da secretária de assistência social. Além disso, Ildinho vai ter que sentar com os que o apoiaram e criar um padrão administrativo. Ou seja, começar tudo de novo.
O tempo não para. É a última chance de Ildinho. Caso contrário, em 2014, Gama continuará sua trajetória e deve priorizar a eleição estadual. Ana Dalva vai ter que assumir uma postura decisiva: aceitar o que está posto ou assumir uma conduta combativa contra o governo. A oposição vai ter que parar de falar e começar a fase do acúmulo de denúncias, inclusive com proposta de CPI. Os bons do governo vão sentir que o barco estará afundando e vão cair fora. Por ser uma coalizão de grupos, cada um terá seus deputados a nível estadual e federal e o grupo do prefeito será tão pequeno que amargará a pior votação da história do município nas eleições estaduais. Aí 2015 será o caos total, quando mergulharemos na maior crise político-administrativa da história. A bola está com Ildinho.
Dois irmãos e uns reais
Numa cidade do interior da Bahia, dois irmãos brigavam feio por posição política na administração realizada pelo pai. Um cuidava dos bens públicos e outro cuidava dos bens privados. Só que o público estava dando mais resultado, tanto que um dos irmãos já tinha carro de luxo, casa com novidades eletrônicas e o escambau. O outro foi se queixar:
- Papai, por que ele tem e eu não tenho? Por que a mulher dele tem um cargo e minha não tem?
O pai, para conciliar tudo sem escândalos, mandou o outro filho liberar 100 mil reais para o queixoso e ainda providenciar um cargo para a esposa. A paz reinou outra vez. Ah, como é bonito a união familiar patrocinada pelo dinheiro público!
Briga feia!
E por falar em briga, já não é mais segredo: Beto Fonseca está em briga serrada contra Roberto da Farmácia. Os cunhados parecem não mais se entenderem. Há quem diga que o secretário filho de papai já pediu a cabeça do Roberto numa bandeja ao pai. Quer tirá-lo de vez da administração municipal. Outros, com uma pitada de maldade, chegam a afirmar que Beto Fonseca já não precisa mais de Roberto. Aprendeu.
 CEJDS 
Esta semana estão sendo realizados os Jogos Internos do Colégio Estadual José Dantas de Souza. As decisões, nas várias modalidades, acontecerão a partir desta quinta-feira. Além dos Jogos, os alunos do 3º Ano A, da disciplina Redação e Expressão, realizarão diversas reportagens sobre o município de Heliópolis. Estão inclusas pesquisas sobre a história dos povoados. As melhores reportagens serão publicadas aqui neste blog e enviadas para publicação e arquivo na Câmara e na Prefeitura Municipal de Heliópolis. Também o 2ª ano A matutino realizará no próximo dia 6 de dezembro uma exposição sobre A Literatura do Século XIX no Brasil e no Mundo, nos corredores do colégio. A escola estará aberta para receber as pessoas que desejarem visitar o evento.