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sábado, 16 de novembro de 2013

A queda do primeiro predador

                         Landisvalth Lima
Inicialmente cheguei a pensar que se tratava de mais uma armação para acalmar os ânimos dos descontentes com a administração do Ildefonso Andrade Fonseca. Depois, animado pelas prisões de petistas corruptos, e após alguns telefonemas decisivos, fiquei convencido de que o primeiro predador caiu. Roberto da Farmácia foi afastado da administração da Prefeitura Municipal de Heliópolis.
A metáfora que uso do predador não é nada pessoal. Predador é aquele que mata para comer, que vive o tempo todo criando armadilhas para aprisionar suas vítimas e satisfazer suas vontades. Roberto da Farmácia é o típico político predador. É lamentável dizer isso, mas não é o único da nossa cidade. Durante a campanha do ano passado, chegou a dizer em alto e bom som:” Quem não compra voto não ganha eleição”. O predador vê a eleição como um negócio e ele não está nem aí para questões relacionadas à ética, moral, honra, família, educação etc. O predador quer apenas encher sua pança e o resto que se dane. Fátima se livrou de um grande problema. Heliópolis não teve a mesma sorte.
Mas qual era o cargo de Roberto da Farmácia na prefeitura? Nenhum, oficialmente. Mas, de fato, era o prefeito, o não eleito. Ele foi o que Ildinho era para ser, e tomara que quando o for não seja também um predador. Só para entendermos, a Contabilidade da prefeitura é indicação de Roberto da Farmácia. Também o setor Jurídico, os pagamentos etc. Enquanto Beto Fonseca se divertia tentando emendas estaduais e federais, o predador se esbaldava nas verbas orçamentárias garantidas. Ele chegou ao ponto de ordenar o retorno ao trabalho de uma funcionária contratada demitida pelo próprio Ildinho.
Não precisamos dizer que Roberto da Farmácia tem nas mãos a cassação do mandato de Ildinho. Não seria surpresa se, a uma altura destas, ele tivesse farto material comprometedor. Nos bastidores, além do relato de impropérios da discussão entre Beto Fonseca e Roberto da Farmácia, há o registro de ameaças do tipo: “Você não será atingido, não. Seu pai é quem vai pagar. Você irá é para a praia no fim de semana!”. No bate bocas, sempre uma ameaça velada: “Vou me afastar, mas quero o meu!”. O vazamento de toda a discussão, que já não é mais segredo em toda a cidade, prova que o predador ainda não está satisfeito.
E o que muda com tudo isso? Qual o benefício que Heliópolis terá, se é que poderá haver algum benefício? Para Gama Neves, o vice-prefeito, isto é só um briga de família. Ele acha que eles vão se entender. Gama não quer se meter no rolo. Ele até quis ajudar no início, mas não quiseram ouvi-lo. A vereadora Ana Dalva acha que tudo ainda vai piorar um pouco mais e só uma ampla reunião com todos os apoiadores, sem Roberto da Farmácia, para lavar a roupa suja e afastar os problemas. “Venho pedindo isso há um ano, mas ninguém me ouve.” Outras lideranças concordam com Gama e com Ana Dalva, mas mantém o silêncio. Não querem desagradar ao chefe. Vassalagem política.
Para que o governo Ildinho Fonseca faça Heliópolis voltar a sorrir, será preciso afastar os outros predadores, com e sem cargos. Estamos em uma nova era. O Brasil já tem um juiz federal na cadeia, um deputado e agora mais onze mensaleiros e não se pode mais fazer com a administração pública o que os predadores encastelados na prefeitura fazem. Pagar serviços num beco, descontando 20 a 30 por cento e explorando trabalhadores com pagamentos abaixo do salário mínimo é coisa de predador. Não é possível vermos isso em pleno aniversário dos 124 anos da nossa República. Acorda, Ildinho!
Eleição no STRH 
A comissão eleitoral nomeada pela Junta Diretiva do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Heliópolis parece que quer Juarez Carlos concorrendo sozinho. É que acabam de impugnar a chapa 1, de Edmeia Torres, e a chapa 3, de Mundinho do Tijuco. A eleição vai para o tapetão. É a Justiça quem vai decidir agora a legalidade das chapas. O cérebro pensante de Juarez é o advogado Joel. Predador Sindical.