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quinta-feira, 11 de julho de 2013

Sandro Régis pode ir para o DEM, mas não descarta MD

Deputado Sandro Régis em entrevista ao Landisvalth Blog: "O caminho natural é o DEM."
(foto: Jorge Souza)
Os deputados estaduais oposicionistas Sandro Régis e Bruno Reis ganharam na Justiça, por seis votos a zero, nesta terça-feira (9), a liberação dos seus partidos, PR e PRP, respectivamente, sem a necessidade de perda dos mandatos. Os parlamentares entraram com uma ação de justa causa com base na Resolução 22.610 do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que admite a mudança de legenda "quando comprovada a modificação no ideário político". De acordo com o advogado Ademir Ismerim, que representou Régis e Reis, o argumento foi de que eles foram eleitos contrários ao governo, mas as siglas aderiram à base de sustentação da gestão petista na Assembleia Legislativa. "No caso de Sandro Régis, ele foi eleito em 2002 e 2006 pelo extinto PL apoiando Paulo Souto [então PFL, hoje DEM]. Em 2010, já como PR, ele apoiou Geddel Vieira Lima, PMDB. Portanto, sempre contra o PT. Quando foi na eleição municipal de 2012, o PR fez coligação com o PT", justificou o jurista, em entrevista ao Bahia Notícias. O deputado Elmar Nascimento também entrou com a mesma medida, no entanto a causa ainda não foi julgada. O destino dos três é possivelmente o MD, partido em formação a partir da fusão entre PMN e PPS.
Só que, em entrevista ao Landisvalth Blog, na visita que fez ao São Pedro de Heliópolis, o deputado estadual Sandro Régis afirmou que o seu caminho natural é o DEM. O MD é uma alternativa viável, mas que o seu coração está mais pendendo para o Democratas. Ele afirmou ainda que o MD na Bahia será presidido pelo deputado Bruno Reis e está no campo da oposição. A ida de Bruno para o Mobilização Democrática é uma estratégia de reorganização dos aliados na Câmara Municipal de Salvador. Para decidir entre DEM e MD, o deputado Sandro Régis vai consultar ACM Neto, Aleluia, Paulo Souto e outras lideranças para consolidar melhor o caminho para um dos partidos, mas avisa que, se depender só dele, vai para o DEM e quer formar uma dobradinha com José Carlos Aleluia na proporcional, ele como deputado estadual e Aleluia como federal, caso o Secretário de Urbanismo e Transporte da Prefeitura de Salvador opte por voltar a Brasília.
Sobre a questão da união das oposições contra o governo estadual, Sandro Régis acha que não faltam candidatos. “Primeiramente temos que pensar no projeto. Nós estamos unidos: DEM, PSDB, PMDB, PV, PPS (MD), PTN. Vamos marchar unidos, como fizemos em Feria de Santana e ajudamos a eleger José Ronaldo e como foi feito em Salvador com a vitoriosa campanha de Neto. Temos nomes como José Carlos Aleluia, Geddel Vieira Lima, o ex-governador Paulo Souto, o João Gualberto e o próprio prefeito ACM Neto. Essas lideranças construirão um discurso, uma plataforma, uma agenda positiva para a Bahia, e quem vai ganhar com isso é a Bahia e os baianos.”, afirmou. Sobre a possível candidatura de ACM Neto, que lidera todas as pesquisas, o deputado Sandro Régis foi categórico em afirmar que Neto diz que não renunciará ao mandato de prefeito para disputar a eleição para governador, mas ele disse que o político não dono de sua vontade. É dono do mandato. “A pressão popular e o próprio grupo político são os atores que definirão tudo isso. Acredito que a definição só sairá para valer no início do próximo ano. Agora, o mais importante é a união das forças de oposição e a construção de um projeto eficiente, para resgatar a Bahia deste governo incompetente e inoperante, que só vive prejudicando o nosso Estado.”, falou. Régis ainda disse que, como ele, duvida que ACM Neto resistisse a um quadro positivo de união das oposições, liderança inconteste nas pesquisas e o povo clamando por sua candidatura. “Na solenidade de lançamento do Plano Safra, quando a presidenta citou o nome de ACM Neto, o povo se levantou e começou a gritar em coro que o ACM voltou. Foi uma coisa emocionante!”, recordou.
Sobre uma possível aproximação de ACM Neto com o governador Jaques Wagner, inclusive ventilando a candidatura de Otto Alencar como fruto de um consenso entre oposição e governo, Sandro Régis fez questão de dizer que se trata de pura especulação. “O relacionamento do prefeito com o governador é institucional. Neto já deixou claro quem é que faz parte do grupo político dele. A oposição terá candidato próprio porque não comungamos com o governo que aí está. Se o vice-governador Otto Alencar quiser vir para a oposição, será recebido de braços abertos, mas não apoiaremos candidato de consenso com o governador. A oposição terá seu candidato, seja ACM Neto, João Gualberto, Geddel, Paulo Souto, Aleluia, ou seja, formaremos uma chapa que represente os anseios da população baiana.”, explicou.  Sobre um possível racha das oposições, o deputado Sandro Régis disse que a possibilidade de isso acontecer é zero e que todos estão unidos na construção de uma proposta eficiente para 2014.

Com informações complementares do Bahia Notícias.