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sexta-feira, 21 de junho de 2013

Primavera Tropical leva 1 milhão de pessoas às ruas em todo país

As manifestações realizadas nesta quinta-feira, já denominada de Primavera Tropical, levaram cerca de 1 milhão de pessoas às ruas em 25 capitais do país. Em ao menos 13 delas foram registrados confrontos. O Rio de Janeiro foi a capital com maior número de pessoas, 300.000.
No Rio de Janeiro 300 mil vozes gritaram na Getúlio Vargas (foto: G1)
Em nove das capitais com confronto, houve também ataques ou tentativas de destruição de prédios públicos, como sedes de prefeituras e de governo e prédios da Assembleia Legislativa e do Tribunal de Justiça. Os protestos contra o aumento das tarifas do transporte público começaram no início do mês e foram ganhando força em todo o país, sendo registrados vários casos de confrontos e vandalismo. Com isso, 14 capitais e diversas outras cidades anunciaram entre ontem e hoje a redução das passagens. Em Brasília, um grupo de manifestantes forçou a barreira policial montada na entrada do Congresso Nacional, iniciando um confronto com a Polícia Militar, que revidou com bombas de gás lacrimogêneo. No Rio, o protesto ficou tenso no início da noite. O problema ocorreu com chegada dos manifestantes em frente à prefeitura, no centro da cidade, ponto final da passeata. Por volta das 18h50, morteiros foram disparados pelos manifestantes. Em resposta, a polícia disparou bombas de efeito moral. A cavalaria da PM avançou para dispersar pessoas que tentavam invadir a sede da administração municipal. Em Natal (RN), cerca de 400 pessoas entraram no Centro Administrativo do Estado, que reúne os principais órgãos públicos. Houve concentração de manifestantes em frente à Governadoria. Um grupo menor, de rostos tapados, queimou objetos, formando uma fogueira na frente da rampa de acesso ao prédio. Também arrancaram placas de sinalização e começaram a jogar algumas na fogueira. Bombas e pedras foram atiradas contra os policiais. A polícia revidou com balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo. Houve prisões. Manifestantes tentaram invadir, em Fortaleza (CE), o Palácio da Abolição, sede do governo do Ceará, e depredaram o prédio. O local virou uma praça de guerra entre vândalos e Polícia Militar, com balas de borracha de um lado e coquetéis molotov de outro. Ao menos 30 pessoas foram presas, segundo a PM. Também foram registradas situações de confrontos e depredações em Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Salvador (BA), Vitória (ES), Belém (PA), João Pessoa (PB), Manaus (AM), Teresina (PI) e Macapá (AP). Após as manifestação, a presidente Dilma Rousseff (PT) decidiu convocar uma reunião de emergência para as 9h30 de amanhã com seus principais ministros para discutir os efeitos das manifestações por todo o Brasil. Na reunião, Dilma irá avaliar relatos da extensão dos atos nas cidades brasileiras. A partir daí será decidida uma conduta de governo, como por exemplo medidas ao alcance do Ministério da Justiça ou até um pronunciamento oficial da presidente.
O que poderia ser mais uma passeata pacífica e um show de civilidade se transformou em um quebra-quebra nesta quinta-feira (20). O trajeto previsto – iniciado no bairro do Campo Grande, passando pelo Politeama, Nazaré até a Ladeira da Fonte Nova - foi, por alguns manifestantes, desviado para a Avenida Sete de Setembro, o que, já no começo da caminhada, causou uma divisão no grupo de cerca de 20 mil pessoas.
Salvador: palco de guerra
Em Salvador, 20 mil protestaram (foto: Tribuna da Bahia)
Quando o grupo de pessoas que decidiu ir pela Avenida Sete de Setembro, chegou à Avenida Joana Angélica foi surpreendido por uma barreira policial que começou a disparar bombas de gás lacrimogêneo e avançar sobre os manifestantes, que, até o momento, seguiam de forma pacífica. Com a ação ofensiva por parte da força militar, os manifestantes começaram a atirar pedras e outros objetos contra o grupamento. A tropa de choque avançou lentamente, e forçou que a multidão se deslocasse para a frente do Shopping Lapa, onde, um pequeno grupo, depredou pontos de ônibus e placas de sinalização. Quando questionado pelo Bahia Notícias sobre a ação da polícia, Valter Altino, ativista do Movimento Passe Livre, disse que "não existe mudança pacífica" e que essa já era uma reação esperada. No bairro dos Barris o mesmo enfrentamento aconteceu. Segundo Marcos Araújo, estudante de Direito, a Polícia de Choque abriu a barricada que fica na região do Dique do Tororó e deixou alguns manifestantes entrarem. "Ninguém invadiu", ressaltou. "Quando as pessoas começaram a entrar, eles começaram a jogar bomba, spray de pimenta, tudo", contou em entrevista ao BN. Depois da ação militar, o que se viu pela cidade foi um rastro de destruição em protesto contra a violência sofrida no movimento pacífico. Cerca de três bancos na Avenida Sete e uma loja, também no mesmo local, foram destruídos. Na Praça do Campo Grande, pontos de ônibus e lixeiras se encontravam quebrados e um rastro de lixo estava espalhado pela pista. Para João Victor, estudante do Bacharelado de Saúde, a atuação da Polícia pode ser considerada como "terrível". "Policia despreparada e desrespeitosa. Não queria nem saber quem estava sendo vândalo, apenas atacava todo mundo. Covardes", disse. Durante todo o percurso, a equipe do Bahia Notícias tentou conversar com diversos policias, mas todos se recusaram a dar alguma declaração. (Alexandra Galvão)
Acorda Aracaju: 20  mil fazem manifestação pacífica

20 mil vozes estavam no Acorda Aracaju (foto: Infonet)
A manifestação “Acorda Aracaju” foi considerada pacífica pela Polícia Militar. O ato, dividido inicialmente em quatro grupos, transformou-se em dois que seguiram pela Avenida Beira-Mar e Adélia Franco, respectivamente. A mobilização teve como ponto de chegada a região do Distrito Industrial de Aracaju, de onde parte dos manifestantes já se dispersou e se desloca para sua moradia. Os relatos são do Major Paulo Paiva, assessor da PM, que informou ainda estimar que 16 mil pessoas tenham participado do protesto. Apesar do teor pacífico da manifestação, a PM registrou diversas ocorrências. Entre mais graves, um saque a um supermercado na Avenida Heráclito Rollemberg, bairro São Conrado. De acordo com o Major Paiva, um grupo de 20 pessoas promoveu um pequeno saque agora à noite. “O Grupamento Especial Tático de Motos (Getam) foi até a ocorrência, mas ninguém foi encontrado”, conta. No início da noite, outro ato de vandalismo. Um homem arremessou um coquetel molotov em direção ao prédio da Companhia Estadual de habitação e Obras (Cehop), localizada na Avenida Adélia Franco. “A equipe da PM logo correu ao local e debelou o princípio de incêndio. Infelizmente, o suspeito se evadiu e conseguiu se infiltrar entre os manifestantes”, detalha o major Paiva. No início da tarde, ainda na concentração, nas imediações da Rua Maruim, dois adolescentes, identificados como integrantes da Torcida Trovão Azul, foram flagrados com uma faca e um facão. Os suspeitos foram encaminhados pela Cavalaria da PM à 2ª Delegacia Metropolitana, conforme explicações do Major Paiva. Na Avenida Adélia Franco, a PM prendeu três adolescentes acusados de assalto. “Eles estavam se aproveitando da situação para furtar celulares. Com eles, nós apreendemos oito aparelhos”, explica o Major Paiva. Os jovens foram encaminhados à Delegacia Plantonista. Ainda de acordo com o Major Paiva, houve um registro, ainda não confirmado, de uma prisão por porte ilegal por arma de fogo. “A informação não está confirmada porque ainda não encontramos registro desse preso nas delegacias”, conclui.(Verlane Estácio).
Com informações e textos dos portais Folha de São Paulo, Bahia Notícias e Infonet.