Exclusivo!

Mais duas mortes trágicas em Heliópolis

Mariza Alves sofria de asma Adriano faleceu em acidente A cidade de Heliópolis tem vivido uma das maiores epidemias de mortes de...

Novidade

terça-feira, 18 de junho de 2013

Por que a eleição do Sindicato de Heliópolis foi suspensa?

                       Landisvalth Lima
A pergunta contida no título deste artigo é feita até hoje nas ruas de Heliópolis. Poucos sabem o que aconteceu de fato. Paciente como sou, esperei a concretização dos acontecimentos para dar um veredito e acho que já posso aqui fazer uma análise mais próxima da realidade. Sobre a Liminar suspendendo a eleição que seria realizada no último domingo (16), pode-se questionar o equívoco do foro inadequado. Seria uma ação na Justiça do Trabalho, antes de tudo. Entretanto, cumpriu-se o determinado pelo Dra. Denise Vasconcelos Santos, até porque não houve tempo hábil para derrubar a Liminar. Segundo Dr. Teresa, advogada do STR de Heliópolis, até que ela estava com tudo pronto e seria fácil derrubar a Liminar, mas a advogada dependia do advogado de Juarez, que não compareceu para a viagem combinada. Alegou estar dominado por uma virose. A pergunta que não quer calar é: se Juarez tivesse certeza de que ganharia a peleja, a virose atacaria seu advogado?
Sobre o conteúdo alegado para suspensão da eleição estão relacionados vários itens. Um deles insiste na alegação de que o presidente do PT foi impedido de ser candidato. Pelas leis internas do STR de Heliópolis, não há a menor a possibilidade de Aderaldo ser candidato. Se ele pode ser eu também posso. Na peça jurídica, alega a chapa de Agostinho do Camboatá, que dizem ser comandada pelo secretário de Agricultura José Guerra, que Mundinho do Tijuco, ex-vereador, é sócio e exerce funções de confiança na Prefeitura Municipal de Heliópolis. Acontece que ele é aposentado como trabalhador rural, o que o deixa com pleno direito. Em outros fatos alegados, muitos são velhos problemas existentes desde a época em que Zé Guerra era presidente e não impedem a realização do processo eleitoral. Como perderam todos os prazos, vale o que a Juíza determinou. Agora, tudo começará do zero e outra eleição só nos próximos três meses.
Mas é só isso? Nada! Há muito mais água debaixo da ponte. Na verdade, há coisas que não entendo. Como uma pessoa como Aderaldo aceita virar moeda de troca nas mãos de Zé Guerra? O presidente do PT poderia ser o condutor de uma nova política, de um novo ideário. Poderia ser o líder condutor de um processo de renovação na política de Heliópolis e, pasmem, prefere o jogo baixo da política sindical, emprestando seu nome para algo que não dará nada de novo aos trabalhadores rurais de Heliópolis. De Zé Guerra eu não espero mais nada! Ele jogou fora a oportunidade que teve como Vice-prefeito de ser um balizador desta transformação tão sonhada, depois de ter inúmeras outras oportunidades como presidente do PT e como presidente do STR por longos anos. Agora, parece que vai jogar fora mais uma chance recebida das mãos do prefeito Ildefonso Andrade Fonseca, como secretário da agricultura.
O que eu já entendi é que o jogo não envolve fazer o melhor para os trabalhadores, mas fazer o bem a si mesmo. A oportunidade recebida por Juarez Carlos, atual presidente, é de se lamentar. Seu comportamento dúbio, centralizador e sem abrir o diálogo com os seus diretores contribuiu significativamente para a divisão da atual diretoria. Isso permitiu a candidatura de Edmeia Torres nascer forte, a ponto de se transformar em favorita e liderar o pleito nas conversas dos associados. Essa liderança fez acender a luz vermelha na Prefeitura Municipal. Lá, muitos torciam pela eleição de Agostinho, e até ajudavam. Com as caminhadas, perceberam que Edmeia liderava com folga e chegaram até a sugerir uma composição com a chapa da esposa de Joaquim Torres, ex-presidente e fundador do STR de Heliópolis. Talvez esteja aí o real motivo do apelo à Justiça.
Fato é que, mais uma vez, os politiqueiros de reizinhos na barriga, usando de artimanhas, atrapalharam o processo democrático no STR de Heliópolis. Mas só atrapalharam. Haverá novas eleições e a vontade do povo será configurada, para o bem ou para o mal. E quem ouvir o povo e zelar por ele é que iniciará a verdadeira transformação que, espero, seja um ciclo de competências. Torço para que a mentira, a politicalha, o mandonismo, a incompetência e o nepotismo sejam banidos do Sindicato dos Trabalhadores e que a instituição seja realmente uma entidade a serviço dos trabalhadores e aposentados rurais desta Heliópolis sofrida que nunca desiste de buscar o melhor possível.