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domingo, 16 de junho de 2013

Estudantes de Heliópolis visitam Canudos

Aula de História no meio das ruínas
Depois de percorrer mais de 200 quilômetros, 90 dos quais em estrada sem asfalto, a caravana educacional do município de Heliópolis chegou às ruínas da velha Canudos. Foi uma viagem cansativa, mas valeu a pena.
Ruínas da igreja da 2ª Canudos
Eram 4:30 da manhã do último sábado (15) quando três ônibus escolares da Prefeitura Municipal de Heliópolis saiam da Praça Padre Mendonça com destino à cidade de Canudos. Ao todo, 80 alunos do Colégio Waldir Pires e 38 alunos do Colégio Estadual José Dantas de Souza. Os professores Marizan Gama, Eraldo Neves e Landisvalth Lima, além de dois convidados e os três motoristas, completaram o quadro. Antes da viagem, compareceu ao local o secretário de educação, professor José Quelton, para dar os últimos retoques e desejar boa sorte aos turistas do conhecimento.
Visita ao Parque Estadual de Canudos
Alunos ouvem atentos o professor Eraldo
Por volta das 8:30, chegaram ao centro de Canudos. De cara, o poeta José Américo deu boas vindas. Seguiram então para o povoado Canudos Velho,  localizado do outro lado do açude de Cocorobó e próximo às ruínas da 3ª Canudos. Visitas como esta só são possíveis quando houver diminuição considerável da água armazenada na represa. Este ano, com a prolongada estiagem, e o número cada vez crescente de projetos de irrigação ao longo de vale do rio Vaza-Barris entre Canudos e Jeremoabo, as águas do açude baixaram a níveis recordes. Se continuar sem chover nas cabeceiras do rio, será possível, dentro em breve de atravessar a pés das ruínas da igreja até o Alto da Favela. Só não será possível ver o alicerce da igreja destruída em plena guerra de 1897, porque uma camada de lama de mais de um metro encobre o cenário principal de uma insanidade que custou a morte de 28 mil seres humanos.
As ruínas vão desparecer quando a seca acabar
Ainda no Parque
O professor Eraldo Neves fez uma rápida palestra sobre o episódio da Guerra de Canudos no centro da igreja arruinada e mais viva do que nunca. Antes, alguns alunos confundiam Lampião com Antônio Conselheiro e, mesmo depois das explicações do professor, a expressão de incredulidade diante de tantas mortes só fazia aumentar.

Visita ao Jorrinho de Canudos
Um refresco merecido!
Depois das ruínas, foi a vez de visitar o Parque Estadual de Canudos. Caminhando pelas vielas da caatinga rala, vendo as fotos dos personagens sobreviventes da guerra, vivenciando a visão privilegiada que o exército tinha da cidade de Canudos lá no Alto da Favela e ouvindo as histórias do Vale da Morte, os alunos aproveitavam para ironizar o fato de não poder retirar nada do sítio arqueológico. Perto da hora do almoço, foram alertados por um guarda que o Memorial de Canudos fecharia exatamente ao meio-dia. Quando lá chegaram, com míseros dez minutos de atraso, um outro guarda levantou o dedo do não. Como não deu para o Memorial, todos fizeram o abastecimento devido no restaurante Os Sertões e foram parar no Jorrinho, o de lá, que fica localizado na barragem do açude de Cocorobó. Quem caiu na água não pensava tão cedo em voltar, mas o professor Marizan foi implacável com a hora. A  caravana saiu de Canudos às 15:00 horas e às 18:30 todos chegavam são, salvos e melhores informados em Heliópolis. (Clique na foto para ampliá-la)