Novidade

sábado, 22 de junho de 2013

Em licitação suspensa no DF, Playstation vale mais que o dobro

Playstation no serviço público?
Os manifestos por todo o país já deram algum resultado. Pelo menos em Brasília. Depois de construir o estádio mais caro do País - estimado em R$ 1,2 bilhão - em uma cidade que não possui equipes na elite do futebol brasileiro, o governo do Distrito Federal também lançou uma licitação para comprar nada menos que 40 videogames da marca Sony, modelo Playstation 3 Slim 3D. O objetivo da compra seria promover o controle do estresse no serviço público? Ninguém sabe. Para piorar, o valor estimado no processo é mais do que o dobro verificado nas avaliações de mercado. O aviso de licitação foi suspenso às pressas após as manifestações que tomaram conta de Brasília e do País - uma das bandeiras dos manifestantes é um maior rigor nos gastos públicos com a Copa. Pelo edital - o aviso de licitação continua disponível na página "e-Compras" da Secretaria de Estado de Planejamento e Orçamento do Distrito Federal (Seplan) -, cada um dos 40 videogames teria de ter dois controles e pelo menos um jogo. A compra de cada videogame ainda incluiria, conforme a licitação, uma televisão de 32 polegadas com tela de LED Full HD, além de 30 aparelhos "no-breaks", que são usados para garantir o funcionamento temporário de equipamentos eletrônicos em casos de queda de energia.
Comparação
Em sites de pesquisa e comparação de preços, cada unidade do videogame nas especificações exigidas pelo governo do Distrito Federal pode ser encontrada por R$ 800, enquanto os aparelhos "no-breaks" da potência estipulada são vendidos por R$ 350. Já um televisor do modelo pretendido na licitação custa R$ 900. Somados os valores de todos itens que compõem o "kit", o preço mais baixo encontrado na internet para o conjunto de equipamentos é R$ 43.400, mas o valor sugerido no aviso de licitação é de R$ 100.780,87, mais do que o dobro. O processo de licitação, que foi aberto no último dia 14, estava previsto para ser encerrado somente no dia 27 deste mês. Procurado pelo jornal O Estado de S.Paulo, o governo do Distrito Federal não informou a destinação dos equipamentos nem o motivo da suspensão da licitação, decretada após as primeiras manifestações em curso em todo o País. O recuo pode ter sido pela descoberta da irregularidade ou, como é mais provável, por medo de denúncias.

 As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.