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quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Primo do goleiro Bruno é assassinado

Policiais observam corpo de Sérgio Rosa Sales,
primo do goleiro Bruno Fernandes (foto: Leo Fontes)


Sérgio Rosa Sales foi assassinado
Sérgio Rosa Sales, primo do goleiro Bruno Fernandes de Souza, foi assassinado na manhã desta quarta-feira na região norte de Belo Horizonte, bairro Minaslândia, com vários disparos de arma de fogo. Ele era réu, juntamente com o goleiro, no desaparecimento e morte de Eliza Samudio, a ex-amante de Bruno. Sérgio foi o único dos réus que chegou a confirmar quase toda a versão do adolescente que denunciou toda a trama e assassinato. Mais tarde, os dois voltaram atrás nas versões que tinham dado. O adolescente, atualmente com 18 anos, cumpre medida socioeducativa. Sérgio aguardava em liberdade o julgamento. Com ele eram oito réus. A morte de Sérgio Rosa Sales foi confirmada pela assessoria de imprensa da Polícia Militar, que informou que a perícia está no local. Não há suspeitos do crime e não se sabe se o assassinato tem relação com a morte de Eliza. Depois de ficar preso por um ano e um mês, Sérgio ganhou a liberdade provisória em 11 de agosto de 2011. Pesou a favor dele o fato de a Justiça ter considerado que ele colaborou com as investigações. Ele responderia pelos crimes de homicídio triplamente qualificado (homicídio com uso de meio cruel, com impossibilidade de defesa da vítima e cometido com o intuito de garantir a impunidade de outro crime), sequestro, cárcere privado e ocultação de cadáver. Bruno; Luiz Henrique Romão, o Macarrão (amigo e ex-secretário de Bruno); e Marcos Aparecido dos Santos, o Bola (ex-policial e suposto autor do homicídio) continuam presos. Os outros quatro réus aguardam o julgamento em liberdade. Ainda não há data para acontecer o julgamento, porque há recursos em tramitação. O STF (Supremo Tribunal Federal) ainda vai analisar um pedido de liberdade da defesa de Bruno. Eliza Samudio desapareceu em junho de 2010. Ela pedia pensão para o filho que teve com o goleiro Bruno. Segundo a denúncia, Bruno não queria pagar e, por isso, montou um plano para matá-la com ajuda de Macarrão. O corpo de Eliza nunca foi encontrado.
Informações da Folha de São Paulo