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terça-feira, 12 de junho de 2012

Professores da Bahia continuam em greve e apresentam proposta


Por Patrícia Conceição e Rodrigo Aguiar – do Bahia Notícias
foto: Patrícia Conceição
Em assembleia realizada nesta terça-feira (12), os professores estaduais decidiram mais uma vez por unanimidade manter a greve. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), Rui Oliveira, apresentou a contraproposta do comando de greve, que mantém a reivindicação de reajuste salarial de 22% e pede a revogação da Lei 12.578. Segundo explicou ao Bahia Notícias a diretora da APLB Marilene Betros, a entidade aceita o parcelamento do valor, desde que seja pago até o final do ano. “Queremos também que o reajuste contemple todos os segmentos da categoria, como pensionistas e aposentados. A Lei 12.578 transforma os salários em subsídios, retirando vantagens históricas da categoria”, protestou. Além da contraproposta, também foi apresentado um calendário de atividades do movimento grevista até o início da próxima semana. De acordo com a programação, ainda esta manhã um grupo de docentes seguirá em passeata até a Secretaria de Educação do Estado, também localizada no Centro Administrativo da Bahia (CAB). Pela tarde, está prevista uma reunião na Assembleia (AL-BA). Na quarta (13), o sindicato promete participar da festa de Santo Antônio que acontece na sede do Legislativo Baiano. O calendário ainda incluiu um grande ato no Iguatemi às 9h desta quinta (14) e uma "feira da resistência" na Praça da Piedade na sexta (15), onde os professores comercializarão produtos para arrecadar dinheiro. No mesmo dia, o grupo pretende realizar um forró de protesto na AL-BA. O comando grevista volta a se reunir na próxima segunda (18) e outra assembleia-geral da categoria ocorrerá no dia seguinte. “Se houver antes disso uma proposta do governo, faremos uma assembleia extraordinária”, declarou Rui Oliveira. “O inimigo não está aqui. O inimigo está lá e nós temos que ter unidade para lutar contra ele”, completou o dirigente, ao se referir à confusão ocorrida na assembleia.
Greve continua por decisão unânime (foto: Patrícia Conceição)
A confusão foi u princípio de briga aconteceu na manhã desta terça-feira (12)  com empurra-empurra e confusão. Apontado como suposto causador do tumulto, um homem foi retirado do local onde é realizada a assembleia. Em entrevista ao Bahia Notícias, ele se identificou como Jaime Ribeiro e disse ser professor da Escola Parque. “Eu e um colega criamos o grupo Educadores do Estado da Bahia e fazemos oposição à direção da APLB. Eles estão defendendo um acordo que não nos beneficia. Não estão respeitando a base a agem de forma antidemocrática”, acusou Ribeiro, que afirmou não ter causado a briga. Segundo ele, a tensão foi provocada por uma matéria do jornal A Tarde que revelava a insatisfação de membros da categoria com o direcionamento da greve. Presente à assembleia, a professora Francisca Oliveira fez coro às críticas contra o comando grevista. “Temos dificuldade em lançar qualquer tipo de proposta aqui na assembleia. Eles estão manipulando para aprovar a proposta deles sem ter chance de ouvir outras”, acusou.  
Professores caminham para a SEC. (foto: Patrícia Conceição)
A confusão travada na assembleia-geral dos professores da rede estadual de ensino, na manhã desta terça-feira (12), ocorreu no estacionamento da sede do Legislativo baiano. O grupo do “deixa disso” conseguiu dissipar o conflito. O integrante da ala de oposição à gestão do sindicato da categoria (APLB) considerado pivô da rebelião foi “gentilmente” convidado a retirar-se da reunião, para que, enfim, fosse iniciada a votação sobre a continuidade do movimento. Em entrevista ao Bahia Notícias, Alexandro de Sousa, docente de educação física da Escola Zumbi dos Palmares, no bairro de Tancredo Neves, em Salvador, defendeu a entidade de classe das acusações de que seria “antidemocrática”. “Tem um grupo que não participa de forma efetiva da mobilização, não ocupa a Assembleia e não contribui na organização dos eventos. Eles espalham boatos de que a APLB quer acabar com a greve. Para mim, é um grupo que gera dúvidas sobre as verdadeiras intenções dentro do movimento”, rebateu o professor. Segundo ele, os contrários teriam motivação “partidária” e só querem “provocar tumulto”. Na APLB, comandada majoritariamente pelo PCdoB, a facção oposta é representada pelas siglas esquerdistas PSOL e PSTU.
Após decidirem pela manutenção da greve, os professores estaduais que participaram de assembleia na manhã desta terça-feira (12), na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), seguem em passeata até a sede da Secretaria de Educação do Estado (SEC), o que já deixa o trânsito congestionado no Centro Administrativo da Bahia (CAB), apesar de os docentes caminharem pela faixa da direita na pista. Escoltado por três viaturas da Policia Militar (PM), o grupo já deixou o estacionamento da sede do Legislativo baiano e cresce à medida em que avança até a secretaria.