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terça-feira, 5 de junho de 2012

Mulher é suspeita de matar executivo da Yoki e esquartejar o corpo


Elise Ramos Kitano Matsunaga foi presa na noite desta segunda-feira; partes do corpo foram desovadas nas últimas semanas.
ANDRÉ CARAMANTE, da Folha de São Paulo, e JOSMAR JOZINO, do Agora.
Marcos Matsunaga, executivo da Yoki.
Elise Ramos Kitano Matsunaga, presa na noite desta segunda-feira (4) por ordem da Justiça sob suspeita de ter esquartejado o marido - o executivo Marcos Kitano Matsunaga, 42 -, negou à Polícia Civil ter cometido o crime. Elise teve a prisão temporária (cinco dias) decretada pela Justiça na noite desta segunda-feira e negou o crime aos policiais civis do DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa), que investigam o caso. De acordo com o chefe do DHPP, delegado Jorge Carrasco, existem fortes indícios de que Elise cometeu o crime contra o marido.
O corpo foi desovado em Cotia-SP
O corpo de Matsunaga - diretor-executivo da Yoki, uma das maiores empresas do ramo alimentício do país - foi esquartejado e, ao longo das últimas semanas, as partes foram desovadas em cidades da Grande São Paulo, principalmente em Cotia. O empresário havia desaparecido em 20 de maio.
A cabeça, uma perna e os dois braços do empresário foram encontrados na estrada dos Pires, em Caucaia do Alto, na região de Cotia, no último dia 27. Apesar de espalhadas, as partes estavam próximas e em sacos plásticos. Para a polícia, as partes do corpo do empresário foram mantidas em um refrigerador antes de serem jogadas na região de mata onde foram achadas. A vítima, segundo Carrasco, era colecionadora de armas e, após seu desaparecimento, sua mulher e agora suspeita entregou à Guarda Municipal de Cotia algumas armas que pertenciam a ele para que fossem destruídas. Uma dessas armas entregues seria uma pistola que, provavelmente, é do mesmo usada para acertar um tiro no executivo. No apartamento do casal também existem vários congeladores, que estão sendo periciados.  
A Yoki é lider no mercado de pipocas para microndas
Policiais deixam prédio onde morava executivo,
na zona oeste de São Paulo (foto: Apu Gomes)
Anteriormente a polícia trabalhava com a possibilidade de policias da PM como mentores do assassinato. O grupo de policiais militares é investigado pelo DHPP (departamento de homicídios), da Polícia Civil de São Paulo, e também pela Corregedoria da PM, sob suspeita de participar da morte do empresário Marcos Kitano.  Os PMs são investigados porque fariam parte da escolta particular do empresário.
O empresário havia desaparecido em 20 de maio. Não houve pedido de resgate aos familiares de Matsunaga. Inicialmente, o DHPP não descartou que ele tenha sido vítima de um sequestro e, ao reconhecer algum envolvido no crime, foi morto. Outra hipótese trabalhada foi a de que o crime foi passional. É aí onde aparece a esposa. Em maio, a Yoki foi vendida para a norte-americana General Mills, sexta maior empresa de alimentos do mundo e dona de marcas globais como Yoplait e Häagen-Dazs. O negócio foi de cerca de R$ 1,75 bilhão, mais R$ 200 milhões de uma dívida pendente da Yoki.