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domingo, 24 de junho de 2012

De Foz do Iguaçu e de Ciudad del Este – 1ª parte


                                  Landisvalth Lima
Foz do Iguaçu, no Brasil, e Ciudad del Este, no Paraguay - depois do Rio Paraná.
     Já estou devidamente acomodado na cidade de Foz do Iguaçu, no Paraná, na tríplice fronteira entre Brasil, Paraguay e Argentina. Nesta segunda-feira começam as aulas finais do semestre do curso de Mestrado em Ciências da Educação, na Universidad Internacional Tres Fronteras, em Ciudad del Este - PY, localizada a seis quilômetros de onde estou. Saí de Heliópolis no sábado, por volta das oito horas da manhã no ônibus da Regional, linha Sítio do Quinto-Salvador. Na capital baiana cheguei por volta das 14:30. Penei meia hora para pegar um buzu para o Aeroporto. Lá fiz o check-in e ainda aguardei mais de duas horas para embarcar na Gol para Foz do Iguaçu, com parada para troca de aeronave em Guarulhos. O voo 1885 partiu de Salvador às 19:45. Por volta de uma e vinte da madrugada do domingo, cheguei ao Aeroporto Cataratas, em Foz do Iguaçu.
     Em solo fui recebido pelo professor Guilherme, professor da UNINTER. Ele estava acompanhado de outros colegas e seguimos para o hotel. No o outro dia fomos ao Hotel Miraflores, em Ciudad del Este, visitar outros brasileiros do curso de Mestrado da UNINTER. Lá conheci o Tererê, uma bebida parecida com o Chimarrão dos Gaúchos. Além disso, conversamos com várias pessoas sobre a situação política do Paraguay com a cassação de Fernando Lugo. O clima de tensão no Paraguai tem assustado Rui Rosa, pecuarista paranaense que vive no país há 30 anos. Na opinião dele, a interferência do Brasil em assuntos internos que acontecem do outro lado da fronteira reforça a visão de que sua pátria agiria de forma imperialista com os vizinhos e teme pelas sanções que os paraguaios possam sofrer, caso a presidente do Brasil colabore para a expulsão paraguaia dos blocos Mercosul e da Unasul. “Antes de falar bobagem, Dilma deveria pensar em nós. A cada comentário, nossa imagem piora ainda mais”, disse o brasiguaio. “Logo quando cheguei aqui, éramos bem vistos, mas hoje em dia, os paraguaios preferem os argentinos”, completa. Brasiguaio é o termo dado aos agricultores brasileiros e seus filhos e netos que se estabeleceram no Paraguai, na região próxima da fronteira com o Brasil, principalmente a partir dos anos 60 e 70. São cerca de 400 mil atualmente. As informações são da BBC Brasil.
Fabíola e o esposo: Um pouco de Tererê sempre!
     A paraguaia Fabíola, proprietária do Hotel Miraflores, disse que o problema todo de Lugo foi não resolver definitivamente a questão da EPP – Exército do Povo Paraguaio. “As pessoas aguardavam um posicionamento firme de Lugo sobre a questão destes guerrilheiros. Há um grande temor do crescimento deste movimento.” Ela ainda faz questão de dizer que votou no presidente deposto, mas hoje o apoio popular a ele está diminuto. O esposo de Fabíola disse que houve também erro do congresso. “Concordo com a cassação, mas não concordo com a maneira como foi feita. Perfeito mesmo seria a deportação de ambos, de Lugo e do Congresso inteiro.”, disse.
     O ex-presidente paraguaio Fernando Lugo disse em discurso na madrugada deste domingo (24) que o governo está “isolando” o país. Ele falou para aproximadamente 500 partidários em frente ao prédio da TV estatal criada durante o seu governo e disse que soube da preparação de atos violentos que aconteceriam em protesto contra o seu impeachment. “Aceitei o veredicto injusto do parlamento, pela paz e pela não violência”, afirmou o antigo líder, que conclamou o grupo a um “protesto pacífico”. Ao comentar a deposição na última sexta (22), Lugo disse que foi alvo do Congresso porque tentou “ajudar a maioria pobre” do país. “Eles vão ser responsáveis pela pobreza e pelo reto .rno da ditadura no Paraguai”, declarou.
Vista do Green House Hostel
     Todo mundo aqui está ciente de que não acontecerá nada que possa causar prejuízo a Brasil e Paraguay. Afirmei ao Diretor do departamiento de Imigración de Ciudad del Este, quando emitia visto de entrada no meu Passaporte, que os dois países são irmãos siameses. A crise passará, mas a fronteira está mais policiada no lado Paraguaio. Um policial pediu todos os nossos documentos e há informações de tropas do Exército em alguns pontos de Assunción, capital paraguaia.
     O ponto mais atraente aqui é que as ruas são arborizadas, tanto em Foz quanto em Ciudad del Este. Da janela do meu quarto vejo casas em meio a uma floresta, numa harmonia quase sempre bela. Isto me fez pensar que, no nosso impagável sertão, administradores incompetentes derrubam árvores para acimentar a natureza e a alma do povo. No mais, aqui está fazendo muito frio. Ontem dormi sob 12 graus. E o frio me fez pensar no calor das eleições em Heliópolis. Para finalizar, esta vai para Ana Dalva: Minha querida, não se importe com aqueles que arranjam senões para não estarem com você. Você é uma pessoa boa, sã e bela. Tudo isso porque você gosta das pessoas. Eles só gostam deles próprios e ainda não foram para o inferno porque o Diabo não os quer por lá. Para Gama Neves: Você tem uma única flecha certeira. Use-a com inteligência. É sua única chance!
     Com informações complementares do G1 e do Bahia Notícias.