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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Professores de Heliópolis confirmam continuação da greve


Professores em Salvador engrossam movimento

     Os professores da rede estadual de ensino lotados no Colégio Estadual José Dantas de Souza fizeram movimentação hoje todo o dia para alertar a população da continuidade do movimento grevista. É que a direção do colégio estadual convocou os alunos para retornarem às aulas alegando que os professores contratados (REDA e PST) dariam aulas. Muitos estudantes chegaram a pensar que os professores efetivos haviam desistido do movimento paredista. Hoje pela manhã, os professores foram em sala pedir apoio mais uma vez aos estudantes. O professor Gilberto Jacó disse que os professores estão sendo desrespeitados. “O médico, o engenheiro, o deputado e até o governador passaram pelo professor e hoje nem um acordo firmado querem cumprir!”, afirmou. Pela tarde, os professores saíram com um carro de som pelas ruas da cidade explicando à população as razões da continuação da greve.
     Passeata em Salvador
Os professores da rede estadual de ensino, em greve desde o dia 11 de abril, realizam uma passeata na manhã desta quarta-feira (9), no centro da capital baiana. Segundo informações do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), os grevistas saíram do Campo Grande e caminham em direção à Praça Thomé de Souza, onde devem realizar um protesto. Informações da Superintendência de Trânsito e Transporte (Transalvador) indicam que a passeata deixa o fluxo de veículos lento na região e a recomendação é a de que os motoristas evitem, se possível, o trecho percorrido pelos manifestantes. Nesta quinta (10), os professores farão uma nova assembleia para avaliar o movimento e decidir se a paralisação continua ou não na Bahia.
      Encontro em Feira de Santana
Um encontro ocorrido nesta terça-feira (8) entre deputados da base do governo Jaques Wagner e representantes do Sindicato dos Professores de Feira de Santana (APLB-Feira) terminou sem nenhum avanço. Estiveram presentes o líder da bancada governista, deputado Zé Neto (PT), além dos parlamentares Gildásio Penedo (PSD) e Sidelvan Nóbrega (PRB). Pelo lado da entidade de classe, foram o diretor da APLB-Feira, Germano Barreto Gois, a vice-diretora, Iara Figueiredo, e as integrantes da diretoria, Irma Teixeira e Marlede Oliveira. “Nós ainda não avançamos para a retomada da negociação, mas continuamos a dialogar e algumas coisas que foram colocadas na reunião podem ser apreciadas do ponto de vista das possibilidades do governo. Da conversa de hoje, vou levar o que foi debatido aos secretários de governo ligados ao tema e daqui até quinta-feira vamos ver se encontraremos alguma luz”, declarou Zé Neto.
      Acampamento na AL-BA
O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), deputado Marcelo Nilo (PDT), não pretende lidar com os professores grevistas que acampam na Casa da mesma forma que agiu no caso da ocupação dos policiais militares, quando foi criticado por acionar o Exército para retirar os manifestantes do local. “Seria uma coisa inusitada, absurda, botar a polícia para tirá-los. Enquanto eles não estiverem criando problemas para o funcionamento da Casa, vou mantê-los aqui porque essa é a casa do povo”, assegurou, em entrevista ao jornalista Samuel Celestino, durante o programa Bahia Notícias no Ar, da Rede Tudo FM 102.5, nesta quarta-feira (9). O parlamentar enxerga claras diferenças entre os movimentos dos PMs grevistas, “que passeavam armados pela Assembleia”, e dos docentes da rede estadual de ensino, acampados no salão Deputado Nestor Duarte. Nilo revela que fez apenas dois pedidos aos trabalhadores da educação – a retirada dos carros de som, “que estavam incomodando os funcionários”, e das cruzes com as fotos dos deputados, um protesto contra os parlamentares que votaram a favor do projeto de lei que reajusta os salários da categoria em 3%, em 2013, e 4%, até 2014. “Sair do plenário e ver uma cruz com sua foto? Não dá. Salvo engano, eu estou vivo, graças a Deus”, brincou. As duas solicitações foram atendidas pelo comando de greve, que, para prezar pela política da boa vizinhança, passou também a realizar os seus encontros fora das dependências da AL-BA.
     Com informações complementares do Bahia Notícias.