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terça-feira, 15 de maio de 2012

Oposição se reúne em Heliópolis com 7 pré-candidatos


     Oito grupos políticos da oposição de Heliópolis estiveram reunidos ontem para tentar encontrar um caminho para uma candidatura única das oposições. O encontro aconteceu na chácara de Tiago Andrade, no bairro Santos Dumont (Iraque), em Heliópolis. Marcaram presença o grupo liderado pela vereadora Ana Dalva, o de Gama Neves, Aroaldo Barbosa, Zé do Sertão, Zélia/Antônio Jackson, Ildinho Fonseca, o PMDB e o anfitrião. Ana Dalva chegou depois de já ter iniciada a reunião porque estava na sessão da Câmara de Vereadores e a presidente do PMDB, Nilda Santana, não compareceu e foi representada por Nestor.
     Tiago Andrade abriu a reunião e expôs os motivos da convocação. Cada representante de grupo falou por 10 minutos. O próprio Tiago Andrade, Antônio Jackson, Landisvalth Lima, Gama Neves, Aroaldo Barbosa, Beto Fonseca, Zé do Sertão, Aroaldo Barbosa, Raimundo Lima, Roberto da Farmácia, Nestor, Adilson Barbosa, Zélia Maranduba, Ana Dalva e outros puderam expor suas ideias. Ao final das falas, percebeu-se que havia sete pré-candidaturas: Adilson Barbosa (PP), Ana Dalva (PPS), Gama Neves (DEM), Zé do Sertão (PDT), Nilda Santana (PMDB), Zélia Maranduba (PT) e Tiago Andrade (PTN).
     Os destaques
     Tiago Andrade, pré-candidato do PTN e anfitrião, deixou bem claro que ali só teria sentido permanecer quem fosse oposição à administração atual e quem estivesse disposto a votar ou ser votado sem vetos a nomes. Também a reunião definiria os critérios para a escolha da chapa. O professor Landisvalth Lima, em nome do PPS, distribuiu cd´s com o Programa de Governo do PPS para o quadriênio 2013-2016. “O candidato, não sendo do PPS, terá que implementar um mínimo do que propomos. Sendo Ana Dalva a escolhida, aceitamos discutir a melhora do projeto.”, disse o professor. Landisvalth Lima protagonizou o ponto mais polêmico do encontro. Foi claro quando disse que ainda há pessoas insistindo na candidatura de Aroaldo Barbosa e que, do ponto de vista jurídico, era inviável. Disse ainda que a candidatura de Zé do Sertão, por ter sido o último prefeito, não era aconselhável naquele momento. Falou também que descartava o nome de Ildinho (PSC) como candidato porque o mesmo lhe confirmou que não queria. Também foi claro ao dizer a Zélia Maranduba (PT) que o fato de ela não ter o controle do Partido dos Trabalhadores afetaria significativamente o seu nome, até porque há mais dois companheiros do partido que aderiram ao poder municipal: Zé Guerra (Vice-prefeito) e Renilson Alves (Vereador). Por fim, o professor colocou restrições à candidatura de Nilda Santana por ser novata ainda na luta. Para Landisvalth, como estamos chegando à hora decisiva, seria de bom grado reduzir as candidaturas a apenas quatro, que se apresentam sem nenhum problema: Ana Dalva (PPS), Gama Neves (DEM), Adilson Barbosa (PP) e Tiago Andrade (PTN). Antes de tudo, o professor chamou atenção para um acordo que o PPS mantém com o DEM na escolha de Ana Dalva ou Gama Neves. “Só posso desconsiderar o acordo se Gama Neves o fizer também.”, concluiu.
     O representante do PMDB, Nestor, chegou a colocar que houve um veto ao nome de Nilda Santana e Zé do Sertão também se sentiu vetado no processo. Landisvalth voltou a explicar que não se tratava de veto, mas de restrições e insistiu ainda para diminuir a quantidade de candidatos, o que não ocorreu. Entretanto, o próprio Zé do Sertão deu uma pista de que poderia ser candidato a vereador caso o seu nome não fosse o preferido e que todos os pré-candidatos poderiam assumir o compromisso de migrar para a candidatura legislativa, inclusive para garantir maioria na Câmara. Gama Neves colocou em seguida duas formas, como exemplo, para a escolha do candidato: pesquisa ou por votação em escala de preferência ou prioridade (Cada membro do colegiado escolheria os candidatos por ordem de preferência. Ao final somam-se os pontos e o mais pontuado seria o escolhido). Gama Neves também rebateu a ideia da candidatura de Tiago Andrade como possibilidade de forçar o rompimento do vereador Renilson Alves com o poder municipal. “A candidatura de Tiago está posta por si só. Não vamos contar com coisas abstratas, hipotéticas. Se Renilson está mesmo disposto a vir para a oposição, deve começar a votar na Câmara como vota Ana Dalva e Naudinha. Não faço política por suposições!”, concluiu.
     Aroaldo Barbosa confirmou que não era mais candidato e apresentou Adilson Barbosa como a pessoa ideal para ser um bom prefeito e também se mostrou receptivo aos outros nomes. Beto Fonseca disse que não era candidato, mas o seu nome era lançado toda hora pelos amigos. Elogiou a postura do pai e confirmou fazer parte do grupo junto com o PSC. Por fim falou Ana Dalva que, aproveitando o que havia falado Zé do Sertão, disse que 90% do que acontece de ruim na administração municipal é culpa dos vereadores. “Se alguém aqui quiser ajudar a tirar Heliópolis do caos, seja vereador mesmo. Fiscalize, questione, pense no povo. Dizer amém a prefeito é prejudicial ao município!”, afirmou. Ao fim, ficou decidida uma segunda reunião para o próximo domingo, dia 20 de Maio, às 15 horas, no povoado Riacho. Ainda não há definições, mas a oposição em Heliópolis dá sinais de vida!