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sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Dilma afirma que país manterá 'luta contra corrupção'


FLÁVIA FOREQUE – da Folha de São Paulo

     Em seu último pronunciamento em rede nacional de rádio e TV em 2011, a presidente Dilma Rousseff afirmou que o país vai manter o combate à corrupção e a "qualquer tipo de desvio ou malfeito" no próximo ano. O primeiro ano de governo de Dilma foi marcado pela saída de políticos envolvidos em suspeitas de irregularidades. Ao todo, seis ministros deixaram a Esplanada dos Ministérios nessa condição: Antonio Palocci (Casa Civil), Alfredo Nascimento (Transporte), Wagner Rossi (Agricultura), Pedro Novais (Turismo), Orlando Silva (Esporte) e Carlos Lupi (Trabalho). "Teremos força também para continuar a luta incessante contra a corrupção e qualquer tipo de desvio ou malfeito. (...) Juntos, nós brasileiros vamos continuar melhorando econômica, social e politicamente, e reforçando nossos valores morais e éticos", afirmou a presidente. A fala durou dez minutos e foi gravada no Palácio da Alvorada, residência do chefe do Executivo. Dilma discursou longamente sobre o cenário econômico mundial e mostrou otimismo diante da economia nacional. "Muitos anos atrás, boa parte do mundo progredia e o Brasil ficava parado, marcando passo. Agora, ao contrário, boa parte do mundo estagnou e o Brasil acelera", avaliou.
     DÉCADA PERDIDA
     Ela citou a criação de empregos no Brasil (2 milhões neste ano) e o "bom crescimento" nacional como exemplos da situação positiva em que o país se encontra. "Vamos enfrentar todos os desafios para que uma possível piora no cenário mundial não nos traga maiores problemas. Ficou longe no tempo aquela fase que foi chamada de década perdida." No mês passado, a diretora-gerente do FMI (Fundo Monetário Internacional), Christine Lagarde, afirmou que a economia mundial corre o risco de entrar em uma "década perdida". No pronunciamento, a presidente garantiu ainda que as empresas irão ampliar seus investimentos "e os trabalhadores terão garantido assim o seu emprego e aumentarão o seu consumo". "Você vai poder equilibrar sem medo e sem susto sua economia doméstica, da mesma maneira que o Brasil vem fazendo com a grande economia", disse.