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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Sequestrada por 18 anos, menina sofreu abusos e engravidou no cativeiro


     A história virou o livro "Vida Roubada", de Jaycee Lee Dugard
Jaycee Lee Dugard
     Sequestrada em 1991, aos 11 anos, na frente de uma parada de ônibus escolar, a autora americana Jaycee Lee Dugard foi mantida em cativeiro durante 18 anos. Tratada por seus captores, o casal Phillip e Nancy Garrido, como escrava sexual, foi obrigada a realizar todo tipo de desejos doentios e teve dois filhos nascidos da relação forçada. Lee revela os desvarios aos quais foi submetida durante a infância, a adolescência e parte da vida adulta no livro "Vida Roubada" (Best Seller, 2011 – vendido na Livraria da Folha de São Paulo). A escritora narra as violências físicas e psicológicas pelas quais passou, assim como a solidão que sentiu, uma vez que, durante longos períodos, seus captores eram as únicas pessoas no mundo com quem tinha contato. A garota era mantida em um anexo construído no jardim da casa dos Garrido. A vítima também fala da chegada de seus bebês e de que maneira eles a ajudaram a sobreviver, tornando-se companhias que eram como filhos e irmãos ao mesmo tempo. Apesar das passagens chocantes, a história tem final feliz. Lee conseguiu escapar de seus captores em agosto de 2009, quando o sequestrador decidiu levar as filhas dos dois para ajudá-lo a distribuir panfletos religiosos na Universidade Berkeley e um policial desconfiou da relação dele com as crianças. O caso criou ainda mais polêmica na época, pois o predador sexual sugeriu à imprensa de que ele seria a real vítima no caso, com a justificativa de que, após conviver durante anos com a menina, teria passado a sofrer abusos morais por parte dela. Phillip Garrido e sua mulher foram condenados à prisão perpétua.
Phillip e Nacy Garrido: sequestradores condenados
     

     BBC       
     Em julho de 2011, Jaycee Dugard concedeu sua primeira entrevista à TV desde a sua libertação em 2009. De acordo com Jaycee Lee Dugard, passar o martírio para o papel foi a única maneira que ela encontrou de conseguir organizar e superar ao trauma, que assombrava o seu dia a dia mesmo quando já estava liberta. Ela espera que o testemunho mostre as pessoas que é possível superar mesmo as situações mais difíceis.
     Informações de FOLHA.COM.