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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Eles também podem: Juízes do TRT em greve!


Juízes em greve. Quem vai dizer que é ilegal? (Foto Joel Silva/Folhapress)

     Os juízes do Trabalho paralisaram as atividades por 24 horas nesta quarta-feira, dia 30 de novembro. A categoria, cujo vencimento inicial é de R$ 21 mil, está disposta a correr o risco de corte de salário – ameaça já anunciada pelo TST – para lutar pelo reajuste salarial e por melhores condições de trabalho.  A greve dos juízes foi decidida em assembleia por 23 das 24 associações regionais de juízes do Trabalho – apenas Santa Catarina não aderiu. O presidente do Tribunal Superior do Trabalho , ministro João Oreste Dalazen, disse na última sexta-feira (25/11) que a greve de juízes trabalhistas é “injustificável”. Ele também sinalizou que o salário dos magistrados que aderirem ao movimento grevista pode ser cortado, a exemplo do que ficou decidido em relação ao corte do ponto dos servidores em greve. A resolução de cortar o salário dos já foi aprovada pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) em relação a greve dos servidores. Atualmente, servidores de dez dos 24 tribunais regionais do Trabalho (TRT´s) do país estão em greve pela aprovação do plano de cargos e salários da categoria, que prevê aumento de cerca de 50% nos salários.  A greve – reiniciada no dia 7 de novembro – já dura três semanas. No dia 23 de novembro, uma caravana foi a Brasília para participar do Ato realizado na Praça dos Três Poderes em defesa do nosso PCS. Com a pressão, conquistaram a aprovação, na CCJ, da emenda que destina recursos no Orçamento do próximo ano para pagar duas parcelas do reajuste em 2012 (uma em janeiro e a outra em julho). Embora a aprovação da emenda tenha sido uma conquista importante, a batalha ainda não está ganha. A Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional votará, até quinta-feira da próxima semana, dia 8 de dezembro, os dez relatórios setoriais da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2012. A greve é o instrumento de pressão neste momento. Até mesmo o relator-geral do Orçamento, deputado Arlindo Chinaglia (ex-presidente do Sindicato dos Médicos de São Paulo) disse ao Sinjufego, em visita recente a Goiânia, que se quiséssemos reajuste teríamos que fazer greve – um direito assegurado pela Constituição. Como se pode ver, até os Juízes estão apelando para a única forma de mostrar aos superiores que sem trabalho o mundo para.
     Com informações complementares de Carolina Skorupski, Assessoria de Comunicação do Sinjufego, e da Folha de São Paulo.