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segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Custo de obras no Brasil chega a ser sete vezes maior que na China


Ponte sobre a Baía de Jiaodhou, na China. Custo total: 2,4 bilhoes.

A China inaugurou uma ponte na Baía de Jiaodhou, com 42 km de extensão, que custou R$2,4 bilhões. A ponte foi construída em quatro anos, a um custo equivalente a R$ 57 milhões por quilômetro. O preço final foi de R$ 2,4 bilhões. Praticamente no mesmo momento em que o governo chinês exibia seu feito, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) escolheu o projeto da nova ponte sobre o rio Guaíba, em Porto Alegre. A ponte, ali, terá 2,9 quilômetros de extensão, ou catorze vezes menos do que a ponte chinesa. Apesar desse fato, levará os mesmos quatro anos para ser construída e consumirá dos cofres públicos R$ 400 milhões por quilômetro, a julgar pelo preço final de R$ 1,16 bilhão da obra.
Ponte Rio Negro, Manaus - Custo. 1.1 bilhão.
Intrigado, o matemático gaúcho Gilberto Flach fez as contas certas e apontou, em reportagem do jornal Zero Hora, que a ponte chinesa, se estivesse no Brasil – e pelos critérios usados pelo Ministério dos Transportes do demissionário Alfredo Nascimento --, custaria R$ 16,8 bi. Ou sete vezes mais do que custou na China. Os números apurados pelo matemático Flach informam que, se o Guaíba ficasse na China, a obra seria concluída em 102 dias, ao preço de R$ 170 milhões. Mas se a baía de Jiadhou ficasse no Brasil, a ponte não teria prazo para terminar e, com certeza, em razão dos aditamentos tão comuns nos procedimentos do Ministério dos Transportes, estouraria o orçamento inicial de R$ 16,8 bi.
Outra ponte inaugurada no último dia 24 de Outubro, no Amazonas, a Ponte Rio Negro, que liga Manaus a Iranduba, tem 3.595 metros de comprimento. A ligação foi realizada sob o custo total de R$ 1,099 bilhão e levou quase quatro anos para ser concluída. Para os amazonenses, foi a obra mais aguardada dos últimos anos e representa novas alternativas de desenvolvimento. A integração da Região Metropolitana de Manaus (RMM) se transformou em uma realidade em termos de logística. A ponte é um novo incentivo a projetos de infraestrutura para o outro lado do Rio Negro. O problema é que o custo foi altíssimo. Por esse dinheiro os chineses faziam 4 pontes deste mesmo porte. Diante desse pequeno exemplo, não há dúvida em afirmar que nunca antes na história desse país a corrupção foi tão explícita. E ainda me vem o José Dirceu dizer que a luta pela corrupção é moralismo!